Deriva. Como reduzi-la?

Deriva. Como reduzi-la?

Sim, ela ainda tira o sono de muitos produtores e tem lugar de destaque como um dos principais problemas para as aplicações de agroquímicos.

Além de reduzir a eficiência dos produtos, a deriva contribui para contaminação ambiental. Deriva é todo desvio que afeta a trajetória da gota, desviando-a do alvo, da área a ser pulverizada. Esse fenômeno é causado pelo vento em excesso, pelo escorrimento ou pela evaporação.

Conceitualmente, temos dois tipos de deriva: endoderiva e exoderiva. A primeira refere-se à deposição dos produtos fora do alvo, com consequente perda dessas gotas dentro da área que está sendo pulverizada. Já na exoderiva, o produto é depositado fora da área em que se está trabalhando, contaminando áreas. A seguir, relataremos os fatores ambientais que contribuem para o aumento da deriva.

• Potencial de evaporação das gotas: a combinação de alta temperatura (>30°) e baixa umidade relativa (<50%), associada a gotas finas e muito finas, possui relação direta com o alto potencial evaporativo. O uso de gotas mais grossas e adjuvantes com características de redução de deriva como os siliconados e os óleos pode auxiliar na redução das perdas.

Exemplo de relação prática entre as condições climáticas e a escolha do tamanho das gotas:

 

• Ação dos ventos: é sabido que os ventos interferem diretamente na deriva de uma aplicação, porém, existe uma forma de minimizar a sua ação. A utilização de pulverizadores com cortina de ar (Vortex) pode ser uma ótima opção, além de contribuir para a redução da contaminação ambiental.

 

Observando melhor o ambiente no qual a maioria das aplicações de agroquímicos ocorre, entendemos que estamos lidando com fatores climáticos sobre os quais não podemos exercer qualquer ação, devemos apenas entendê-los e buscar a melhor forma de minimizar os seus impactos.

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