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Gestor rural de sucesso: como se tornar um?

Ser um bom gestor rural é um desafio constante. Ao ler essa frase, você até pode dizer que toda profissão é desafiadora, o que é verdade. Porém, ter um alto conhecimento a respeito de controle de estoque, clima, produção de alimentos, equipamentos e tecnologia — e isso tudo mantendo-se alinhado às práticas sustentáveis que o planeta e o mercado exigem — não é para qualquer um.

Neste artigo, vamos destacar o que não pode faltar para se tornar um gestor rural de sucesso. O primeiro destaque vai para as características exigidas para a função. Em seguida, trazemos algumas reflexões a respeito de como chegar lá e, por fim, são abordados os requisitos relacionados à atualização constante para atuar na área.

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Quais as características de um bom gestor rural?

Para fazer a gestão de patrimônio rural e ter bons resultados no negócio, é fundamental reunir algumas características específicas. Algumas delas podem ser até comuns a outras profissões, mas certamente há particularidades exclusivas para quem atua no campo em cada uma delas. Acompanhe!

Organização

Assim como em qualquer profissão, organização também é fundamental na vida de um gestor rural. Mas o que significa ser organizado para quem atua no agronegócio? Em primeiro lugar, o trabalho exige lidar com uma série de elementos, que vão desde insumos para alimentação de animais ou manutenção de plantações até equipamentos, materiais de trabalho diversos, entre outros.

Além disso, a gestão financeira é essencial, já que o período de investimento e de retorno, muitas vezes, tem uma distância de meses entre um e outro. Assim, é necessário garantir o pagamento de contas, financiamentos, salários de funcionários e subsistência própria do produtor rural e da sua família.

Planejamento

Junto à organização, o planejamento é outra característica essencial para um gestor rural. Sabe-se que uma série de fatores podem levar uma safra inteira a ser perdida — por fatores climáticos, pragas ou competitividade baixa no mercado externo, causas mais comuns de prejuízo no campo.

Por isso, acompanhar notícias sobre o clima e a economia, além de estar atento às melhores práticas e novidades relacionadas à administração da produção, é fundamental. É isso que possibilita a preparação por meio de um planejamento que garanta ao negócio a sua sustentabilidade.

Liderança

Seja na agricultura familiar, seja em propriedades de maior porte, que contam com funcionários dedicados à produção, é fundamental ter um líder responsável por orientar as equipes e fazer a gestão do empreendimento como um todo.

Quando não fica claro quem é o “chefe”, as coisas tendem a se complicar, já que os familiares ou funcionários passam a fazer as coisas do seu jeito ou a não ter a clareza de qual é o melhor caminho a seguir. Isso não significa que o líder deva ser intransigente e agir de forma autoritária. Ele ou ela deve, sim, dar o direcionamento para que os melhores resultados sejam alcançados.

Pontualidade

A pontualidade é outra característica muito importante, já que a produção rural está muito ligada às estações. Por isso, atrasar em semanas (ou, até mesmo, em dias) uma plantação pode levar a perdas bastante significativas.

No momento de vender a produção, também é essencial cumprir com o combinado com os compradores. Afinal, empresas do ramo alimentício e toda a cadeia que surge a partir do agronegócio, que vai de supermercados a restaurantes, depende de prazos ajustados para atender às suas demandas.

Conhecimento

Por último, mas tão importante quanto os demais fatores abordados até aqui, está o conhecimento. Saber muito sobre o segmento rural é essencial para fazer uma boa gestão. Entender desde questões técnicas até finanças, passando pelo clima e características dos gêneros alimentícios produzidos, chegando ainda à maneira como o cliente final pretende usufruir do produto faz toda a diferença. É o conhecimento que vai permitir inovar!

Como se tornar um bom gestor rural?

Para se tornar um bom gestor rural, é recomendado ter todas as características destacadas no item anterior — ou, pelo menos, o máximo possível delas. Saber reconhecer que não se domina cada uma delas, no entanto, pode ser positivo. A partir da identificação desse ponto de melhoria, o gestor pode procurar ter mais conhecimento ou, ainda, contratar uma pessoa que domine essa competência que está em falta.

Não ficar acomodado com o conhecimento e experiência que se tem sobre um assunto também é bastante importante. O mundo é muito dinâmico e vem mudando. Os hábitos de consumo estão se alterando em todos os lugares, e a preocupação com uma alimentação mais saudável e ética faz parte dessa quebra de paradigmas.

Afinal, as decisões de compra por parte dos consumidores vão cada vez mais além do sabor e da qualidade dos produtos oferecidos a eles. As pessoas querem saber de onde veio o alimento que elas estão consumindo, como ele foi produzido, a quantidade de agrotóxicos utilizada, a forma como os animais foram criados antes de serem abatidos, entre outros detalhes.

Por isso, cada vez mais produtores rurais vêm atualizando e inovando suas formas de trabalhar para o que o mercado exige atualmente, já que isso é decisivo na hora de o consumidor efetuar suas compras. Saber comunicar isso de maneira eficiente já deixou, inclusive, de ser um diferencial: é algo básico e cada vez mais necessário para a sobrevivência do negócio.

Qual a importância de se manter atualizado?

Manter-se atualizado é mais um desafio do gestor rural contemporâneo. Acompanhar as tendências e as inovações na área talvez não tenha um impacto imediato, mas certamente faz a diferença para que, em médio e longo prazo, o negócio se mantenha competitivo.

A tecnologia aplicada ao campo é usada cada vez mais, para ter informações mais precisas a respeito das mudanças climáticas e da criação de animais ou, ainda, do andamento de plantações e previsão de colheita. Evitar o desperdício de alimentos e ter um papel de protagonismo no combate à fome também devem ser direcionadores do trabalho de um gestor rural no século XXI.

De acordo com o relatório The Future of Farming Technologies, de 2018, “a Agricultura 4.0 não terá mais que depender da aplicação de água, fertilizantes e pesticidas em campos inteiros. Em vez disso, os agricultores usarão as quantidades mínimas ou mesmo as removerão da cadeia de suprimentos. Eles serão capazes de cultivar em áreas áridas e usar recursos abundantes e limpos, como o sol e a água do mar, para cultivar alimentos”.

Esperamos que você tenha gostado do artigo e entendido melhor as características mais marcantes para o trabalho de um gestor rural e como manter-se atualizado é uma exigência do mercado. O mundo inteiro está de olho no que os produtores de alimentos têm feito para garantir a subsistência humana, ao mesmo tempo em que os recursos finitos do planeta precisam ser preservados.

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