Qual a cobertura necessária para o bom funcionamento dos agroquímicos? | Tecnologia para agricultura - Blog da Jacto

Qual a cobertura necessária para o bom funcionamento dos agroquímicos?

A cobertura, geralmente expressa pela quantidade de gotas por centímetro quadrado, é um dos principais fatores relacionados ao sucesso das aplicações, pois indica a forma com que o produto foi distribuído na área, ou seja, de forma homogênea ou concentrada em apenas um único local. Para cada tipo de agroquímico, devemos respeitar a quantidade mínima dessas gotas para que o produto cumpra sua função de forma eficiente.

Qual a cobertura necessária para o bom funcionamento dos agroquímicos?

Qual a cobertura necessária para o bom funcionamento dos agroquímicos?

 

Quais fatores afetam diretamente a cobertura em uma aplicação?

O diâmetro da gota: por convenção, adotando-se um volume padrão qualquer (por exemplo: 100 l/ha), quanto maior for o diâmetro da gota, menor será sua cobertura. Assim, todo fabricante de bico deve informar nos seus folhetos o diâmetro da gota produzida pelo bico. Devemos lembrar também que se considerarmos de modelos diferentes, mas de mesma vazão, teremos diferentes classes de gotas como mostra a tabela a seguir.

Qual a cobertura necessária para o bom funcionamento dos agroquímicos?

 

• A quantidade de produto depositada no alvo: ao pulverizar, não conseguimos depositar 100% do produto no alvo, já que muitas vezes parte desse produto se perde por causa da deriva, evaporação ou, simplesmente, por deparar-se com uma superfície indesejável. O resultado de tudo isso é a redução da quantidade de produto no alvo.
DICA: utilize papel hidrossensível para avaliar a cobertura e as perdas de produtos para locais indesejáveis.

 

 

• A superfície considerada na aplicação (quantidade de alvo a ser coberto): existem, naturalmente, diferenças significativas nos alvos a serem cobertos, principalmente quando avaliamos o estágio de desenvolvimento e o formato das folhas das culturas. Entender a quantidade de alvo a ser coberto na planta ou no solo deve ser parte da calibração.

• O volume de pulverização utilizado (l/ha): o volume de pulverização em conjunto com o diâmetro da gota interfere diretamente na área coberta pela pulverização. Quando alteramos o volume de pulverização, valendo-se do mesmo tamanho da gota, a cobertura é afetada. Essa prática, porém, precisa ser avaliada, pois está diretamente relacionada ao escorrimento do líquido no alvo. Entender a capacidade de retenção de líquido de cada tipo de superfície foliar (quantidade de cera e pelos) reduz significativamente as perdas por escorrimento.

• Coeficiente de espalhamento: essa variável se dá pela capacidade que a gota tem de cobrir uma determinada área após seu impacto. Na maioria dos casos, melhoramos esse coeficiente com a adição de produtos que têm a capacidade de romper a tensão superficial do líquido e fazer com que a gota se espalhe melhor.

 

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