Greening: como o Fundecitrus e empresas parceiras estão combatendo a doença que afeta os citros
O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), criado em 1977 por citricultores e indústrias, é reconhecido como referência mundial no desenvolvimento científico voltado à citricultura. Sua atuação tem contribuído para manter a citricultura brasileira competitiva e consolidada como líder mundial.
De junho de 2023 a maio de 2024, o Fundecitrus desenvolveu diversos projetos e atividades: 86 pesquisas conduzidas, sendo 44 sobre o Greening, atualmente considerado o maior desafio fitossanitário do setor e a pior doença da citricultura global.
Sobre essa grande ameaça e como as máquinas agrícolas auxiliam no manejo adequado dos citrus, conversamos com Jaqueline Della Vechia, engenheira agrônoma do Fundecitrus e doutora em entomologia agrícola.
Acompanhe os principais tópicos!
Sobre o Fundecitrus, a engenheira-agrônoma explica que se trata de um fundo de defesa da citricultura que gera pesquisa e informação para levar os produtores a produzirem com maior qualidade. Essas pesquisas são voltadas à fitossanidade da citricultura, ao manejo de praga e doenças, além de desempenharem o levantamento de safra – informação importantíssima para o setor.
Em relação ao Greening, especificamente, o rigor e a atenção para o controle são ainda mais intensos. A doença chegou ao brasil em 2024 e desde então o Fundecitrus tem atuado em pesquisas para entender como funciona a sua dinâmica e, assim, melhorar o manejo.
Jaqueline conta que com o tempo, os pesquisadores foram conhecendo mais sobre como a bactéria se comporta em diversos locais do Brasil, especialmente no interior do estado de São Paulo, e como o vetor (Psilídeo) age em diferentes condições climáticas.
O vetor do Greening também conhecido como Huanglongbing (HLB), é o psilídeo Diaphorina citri. Este inseto, originário da Ásia, é o principal responsável pela transmissão da bactéria Candidatus Liberibacter spp., causadora da doença. O Psilídeo se alimenta da seiva de plantas cítricas e, ao se alimentar de uma planta doente, adquire a bactéria, podendo transmiti-la para plantas sadias através da picada.
Nesse contexto, a expansão da cultura da laranja para outros estados além de São Paulo, acaba por causar a incidência da doença em outras regiões. Por isso, para evitar essa contaminação, é importante manter as estratégias de combate e o rigor nesse manejo.
Sobre o papel das máquinas, mais especificamente dos pulverizadores, Jaqueline explica que elas são fundamentais para que os produtores protejam as plantas de uma forma economicamente viável. A mecanização tem muito a agregar aos citricultores com a aplicação correta de defensivos, pois elimina excessos e reduz gastos desnecessários.
Ou seja, a sustentabilidade no manejo de pragas e doenças passa pelo controle do que está sendo aplicado, para que seja depositado na planta apenas o necessário, nem a mais, nem a menos, para não prejudicar o manejo do vetor.
No tocante ao uso de tecnologias no campo, Jaqueline aponta a importância de um olhar mais amplo para a telemetria, que na citricultura ainda é inicial e, por isso, enfrentaresistência por parte de agricultores mais conservadores. Contudo, muitas propriedades estão passando por processos de sucessão familiar, e é notório o interesse das atuais gerações em conhecer novas tecnologias e processos que viabilizem o custo-benefício desse manejo, ajudando principalmente a otimizar custos com produtos e mão de obra.
É nesse cenário que entra a parceria da Jacto com o Fundecitrus. Por meio do uso do pulverizador Arbus 4000 Tower com Multicontrol na fazenda experimental do Fundecitrus, em Araraquara (SP), espera-se ofertar novas alternativas e recursos para o controle de pragas e doenças na citricultura.
Fabiano Griesang, especialista de produto da Jacto, é quem dá mais detalhes sobre o pulverizador tratorizado. “Trouxemos o Arbus 4000 Tower com um pacote tecnológico inovador, como corte automático de seções e controlador de vazão. Tecnologias que trazem grandes benefícios na qualidade da aplicação e na economia de insumos, além da telemetria, que permite que todas as informações produzidas durante a jornada de trabalho fiquem à disposição do operador, do gerente, das pessoas que estão envolvidas com a operação”.
Empresa Amiga do Citricultor
Com a doação do pulverizador para experimentos de campo, a Jacto passou a fazer parte do grupo “Empresas Amigas do Citricultor”, uma iniciativa do Fundecitrus que reúne companhias comprometidas com o controle de pragas e doenças na citricultura.
Quanto ao futuro, Jaqueline enxerga que com a compreensão cada vez maior por parte dos citricultores sobre a importância do manejo das doenças, a expectativa é que, em cinco anos, esse controle terá avançado de uma forma mais sustentável, com menos desperdícios e perdas de produtividade.
A engenheira-agrônoma do Fundecitrus reforça que é possível aplicar tecnologias em grandes e pequenas propriedades e recomenda aos citricultores buscarem informações sempre com pessoas especializadas, bem como treinamentos que permitam a eles entenderem a dinâmica da cultura da doença.
Saiba mais sobre o Arbus 4000 Tower com Multicontrol. Visite o site da Jacto.

