diminuir perdas na colheita do café mecanizado

Cafés especiais: como ajustar a máquina para colheita seletiva do café

Resumo:

Este artigo discute sobre a colheita seletiva do café e como ajustes de velocidade da colhedora, a rotação dos derriçadores e o ajuste nos freios contribuem para melhorar a qualidade dos grãos, reduzir perdas e preservar a lavoura. Também comenta sobre novas tecnologias que tornam o processo ainda mais preciso, como o sistema automático de alinhamento e nivelamento, apresentado pela Jacto.

Principais pontos:

A produção de cafés premiados e bem pontuados exige mais do que um solo fértil. Antes de tudo, ela requer precisão e sensibilidade no momento da colheita.

Nesse contexto, como o amadurecimento dos frutos no cafeeiro não ocorre de forma uniforme, a colheita seletiva surge como a técnica ideal para garantir que apenas os grãos no estágio certo de maturação sejam colhidos.

Para que isso seja possível, transformar a colhedora em uma ferramenta de precisão capaz de produzir cafés especiais exige, principalmente, três regulagens operacionais: velocidade, rotação e ajuste dos freios.

Velocidade de deslocamento

Em velocidades elevadas, o sistema de derriça atua com menos precisão, aumentando a retirada de frutos em diferentes estágios de maturação e reduzindo a uniformidade do lote.

Além disso, a alta velocidade diminui o tempo de contato da máquina com os ramos, o que compromete a eficiência da derriça, podendo deixar frutos maduros na planta e gerar perdas.

Também há maior incidência de danos físicos nos grãos e aumento na coleta de impurezas, fatores que impactam negativamente o pós-colheita e a qualidade final da bebida.

Por isso, a velocidade de deslocamento deve ser mais baixa, sendo ajustada conforme as condições da lavoura e o nível de maturação, priorizando controle operacional e qualidade.

Rotação dos derriçadores

A rotação dos derriçadores define a intensidade da vibração aplicada à planta. Em rotações elevadas, essa ação se torna mais agressiva, favorecendo a derriça indiscriminada, colhendo frutos maduros, verdes e brotos, além de elevar o risco de danos físicos e lesões nos ramos produtivos.

Por outro lado, rotações mais baixas tornam a operação mais controlada, permitindo uma atuação mais seletiva sobre os frutos maduros e reduzindo impactos negativos na planta e nos grãos. Esse ajuste também contribui para menor entrada de impurezas e maior eficiência nas etapas de pós-colheita.

Assim, a rotação deve ser regulada com foco em equilíbrio: intensidade suficiente para derriçar, mas sem comprometer a qualidade e a integridade da lavoura.

Ajuste do freio

Já os freios dos derriçadores controlam a resistência das hastes ao entrarem em contato com a planta. Quando estão mais soltos, permitem maior flexibilidade, fazendo com que as hastes acompanhem a estrutura do cafeeiro e absorvam melhor o impacto. Isso resulta em uma derriça mais progressiva, seletiva e menos agressiva.

Já com os freios apertados, as hastes ficam rígidas e aumentam a força aplicada sobre os ramos, provocando derriça indiscriminada, quebra de estruturas vegetais e maior incidência de danos nos frutos. Esse cenário compromete tanto a qualidade da bebida quanto o potencial produtivo da planta.

Dessa forma, manter os freios mais soltos favorece um manejo mais eficiente e alinhado às exigências da produção de cafés especiais.

Veja também:

Como preservar a safra atual e garantir o futuro da lavoura

Diferente de uma colheita total, onde se busca retirar tudo do pé de uma só vez com ajustes agressivos, a colheita seletiva exige um tratamento cuidadoso com a planta.

Como o café é uma cultura perene, a forma como a máquina interage com o cafeeiro hoje impacta diretamente a produtividade da próxima safra.

  • Múltiplas passadas: é comum que a colhedora passe de 2 a 3 vezes na mesma lavoura durante a safra. Na primeira passada, com regulagens leves, colhe-se cerca de 15% a 20% dos frutos — justamente os cerejas mais maduros e de maior qualidade.
  • Evitando danos permanentes: ajustes muito agressivos podem “machucar” o pé de café, quebrando hastes e prejudicando as gemas que darão origem à próxima floração. Manter a máquina menos agressiva não apenas garante grãos melhores agora, mas protege a saúde da planta para as próximas safras.
  • A sensibilidade do operador: além da mecânica, a colheita de qualidade depende da sensibilidade do cafeicultor e do operador. É necessário observar linha a linha e ajustar a máquina conforme a maturação visual dos frutos e a resposta da planta ao vibrar.

Em resumo, menores velocidades de deslocamento, rotações mais baixas dos derriçadores e freios mais soltos favorecem maior controle sobre a colheita seletiva do café. Os ajustes ideais, no entanto, devem considerar o nível de maturação da lavoura e o padrão de qualidade que o cafeicultor pretende alcançar.

Tecnologia a serviço da colheita seletiva do café

Recentemente, a Jacto apresentou novas tecnologias embarcadas no portfólio de suas colhedoras de café: o sistema automático de alinhamento e nivelamento. Essa novidade permite que as máquinas operem sempre no melhor posicionamento possível, independentemente do relevo, contribuindo para a redução de perdas de grãos e de danos às plantas.

O alinhamento automático garante que o equipamento mantenha o direcionamento correto em relação às linhas de plantio. Isso evita a abertura excessiva das hastes derriçadoras e, consequentemente, diminuindo a queda de grãos no solo.

Já o nivelamento automático mantém a máquina sempre na posição vertical, acompanhando o desenvolvimento das plantas mesmo em terrenos irregulares, o que reduz o risco de danos estruturais durante a colheita.

Sensores mecânicos garantem que a máquina passe exatamente no centro do pé de café, evitando que as hastes alcancem apenas um lado da planta.

Essa automação libera o operador de correções constantes no joystick, permitindo que ele foque sua atenção total no ajuste fino da vibração e da velocidade, garantindo que a lavoura seja tratada com sensibilidade do início ao fim do dia.

Conheça o portfólio Jacto de colhedoras de café:

Quer saber mais sobre as novidades e tecnologias nas colhedoras de café da Jacto? Conheça nosso portfólio:

  • Colhedora K 3500: qualidade dos grãos colhidos, menos perdas, maior rendimento diário, conforto e segurança.
  • Colhedora KTR 3500: para o agricultor que busca maior produção diária com grande eficiência na colheita.
  • Colhedora K 3000: colheita altamente produtiva e rentável em cafezais, lavouras e relevos de vários tipos.
  • Colhedora KTR 3000: se adapta às diferentes condições de relevo.

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