Como diminuir os impactos ambientais na lavoura? Veja algumas práticas!
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Como diminuir os impactos ambientais na lavoura? Entenda aqui

Diversas atividades agrícolas podem causar danos aos recursos naturais do planeta. O desmatamento para o plantio de novas áreas, a contaminação de água e solos por defensivos e fertilizantes e o uso inconsciente da água são alguns deles. Diante desse cenário, como diminuir os impactos ambientais da agricultura sem prejudicar a eficiência operacional das atividades do setor?

Vivemos em tempos de uma evolução tecnológica sem precedentes. Novas soluções surgiram para garantir mais proteção ao meio ambiente. Neste post você vai conferir as principais práticas e tecnologias recomendadas para reduzir o impacto ambiental na lavoura. Acompanhe!

Como diminuir os impactos ambientais na lavoura?

As melhores práticas englobam não somente ações antes e após o plantio, mas questões relacionadas à gestão da propriedade e dos seus insumos. Veja só.

Correto descarte de embalagens

Os defensivos são insumos indispensáveis para proteger a lavoura contra doenças e pragas. No entanto, o manuseio inadequado das embalagens pode contaminar o solo, os alimentos e os recursos hídricos. Por isso, é preciso planejar o correto descarte desses recipientes vazios.

Primeiramente, é necessário limpar as embalagens sob alta pressão ou com tríplice lavagem. Esses materiais não devem ser reutilizados para outras funções, mas devem ser entregues na unidade de recebimento indicada pelo revendedor na nota fiscal do produto.

A partir daí, as indústrias coletam as embalagens nessas unidades e dão o fim adequado — seja para incineração, seja para reciclagem.

Florestamento e reflorestamento

A vegetação densa e permanente como a das florestas é capaz de reduzir problemas de baixa fertilidade e o alto potencial à erosão. Além disso, pode recuperar solos já degradados e proteger cursos de água e mananciais.

O florestamento também pode se tornar um ótimo empreendimento econômico em locais em que não é possível cultivar espécies anuais, podendo ser usado para a extração de madeira, lenha, carvão, celulose, látex etc. Nesse mercado, as principais espécies são o pinus e o eucalipto.

Manejo Integrado de Pragas (MIP)

O MIP é um sistema de manejo de pragas que se apropria de técnicas para associar o ambiente à dinâmica populacional da praga, a fim de mantê-la em níveis inofensivos à viabilidade econômica da cultura.

Dessa forma, a prática exige monitoramento e ações constantes para reduzir ao máximo o uso de defensivos. Para isso, são aplicados diversos conhecimentos sobre ecologia, biologia e taxonomia para identificar as pragas e seus inimigos naturais, promovendo um equilíbrio entre a cultura e as plantas.

Quando a densidade populacional atinge um grau que pode gerar prejuízo econômico, as ações são tomadas no sentido de controlar os agentes com base em ações culturais, biológicas, genéticas, comportamentais e, em último caso, com controle químico.

Rotação de culturas

A rotação se refere à ação de alternar as culturas em determinada área de plantio. Essa prática contribui para a fertilidade do solo por meio dos diferentes sistemas radiculares entre as espécies (como gramíneas e leguminosas), melhorando também a drenagem, a diversidade biológica e o controle de doenças e pragas.

O objetivo é reduzir a vulnerabilidade gerada pela monocultura, que extingue do solo os nutrientes e provoca a proliferação de pragas da cultura predominante.

Plantio direto

Nesse sistema, o plantio é realizado sem a aração e a gradagem do solo, evitando ao máximo o revolvimento da área. A semeadura é realizada por meio de plantadeiras que abrem um sulco de profundidade e largura suficientes apenas para inserir e cobrir a semente no solo.

As principais três etapas do sistema de plantio direto consistem em distribuir os restos da cultura anterior no talhão para a formação da palhada, aplicar herbicidas para o controle de daninhas e fazer o plantio.

Integração entre Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF)

Esse sistema combina a criação de animais (pecuária) e o cultivo de espécies arbóreas comerciais, forrageiras e grãos, seja ao mesmo tempo (simultânea), seja uma após a outra (sequencial). Isso permite usar uma única área para produzir o máximo de alimentos possível.

Além dessa vantagem econômica, a ILPF ajuda a recuperar pastagens degradadas, permite maior infiltração de água das chuvas no solo, a reciclagem de nutrientes, o bem-estar animal e a diversificação das atividades da fazenda.

A agricultura de precisão pode auxiliar na redução de impacto?

A tecnologia tem o grande potencial de reduzir o impacto ambiental da atividade agrícola, e é vista por muitos especialistas como uma das chaves para a agropecuária no futuro. Essas ferramentas aplicadas à agricultura ajudam o produtor a planejar a safra e a tomar decisões baseadas em dados — isso é Agricultura de Precisão (AP).

A AP é um conjunto de práticas agrícolas que lançam mão de tecnologias para gerenciar e executar as operações do campo. Entre essas ferramentas, podemos destacar a Inteligência Artificial, a geolocalização, o Big Data e a automação.

Enquanto na agricultura tradicional toda a lavoura é vista como homogênea, os instrumentos adotados pela agricultura de precisão permitem colher dados que informam as variabilidades da área — como clima, umidade, qualidade nutricional do solo etc. — e tratar cada parte conforme suas necessidades específicas.

Esses dados coletados ajudam o produtor a definir quanto e onde defensivos devem se aplicados, por exemplo. Esse conhecimento garante que as aplicações sejam mais precisas, evitando desperdícios, sobreposições e deriva, que poderiam contaminar recursos naturais.

Que ferramentas e equipamentos podem ser utilizados para isso?

Muitos pensam que a agricultura de precisão é um sistema de gestão que adota somente tecnologias caras e sofisticadas, mas há ferramentas bem simples e até mesmo já consolidadas no mercado que fazem parte desse arsenal tecnológico. Conheça alguns desses equipamentos.

GPS

Tecnologias de referenciamento e posicionamento são ferramentas bem populares e que podem ajudar a elaborar mapas da lavoura com base em amostras do solo, por exemplo. Esse mapeamento também ajuda pulverizadores e adubadoras a realizar a operação com o máximo de exatidão e evitar desperdícios.

Software para agricultura

Os softwares para agricultura ajudam o produtor a monitorar as operações a distância, gerar e analisar indicadores, reduzir custos e planejar as atividades de modo sustentável. Ao possibilitar um maior controle dos insumos, evitam contaminações e erros nas aplicações.

Sensores

Esses dispositivos conseguem “ler” as condições da lavoura. Eles são capazes de coletar dados sobre umidade, clima e temperatura, determinando a melhor hora para fazer a irrigação e evitando o desperdício de água. Outro exemplo interessante é o Spot Spray, que consegue detectar a presença de plantas e liberar o herbicida somente onde existem plantas daninhas.

Piloto automático agrícola

O piloto automático é um tipo de automação que controla o movimento das máquinas na propriedade, realizando manobras com a menor intervenção possível do operador. Essa ferramenta reduz o tempo de operações e as falhas nas aplicações, aumentando a produtividade.

Neste artigo você viu como diminuir os impactos ambientais por meio de práticas e tecnologias eficientes e acessíveis. É importante que o produtor sempre enxergue os recursos naturais como finitos, que precisam ser preservados e protegidos — pois neles reside a base da sua produção. Por isso, não negligencie iniciativas que possam tornar a sua propriedade produtiva, mas ao mesmo tempo sustentável.

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