Dia do Trabalhador Rural: da origem aos desafios da categoria

Dia do Trabalhador Rural: da origem aos desafios da categoria

Em 25 de maio, comemora-se o Dia do Trabalhador Rural! É um bom momento para refletir sobre a importância desse personagem dentro do cenário econômico brasileiro. Ao longo dos anos, a classe alcançou muitas conquistas, e o avanço tecnológico no setor tem provocado um grande aumento de demanda por profissionais mais qualificados.

Este artigo vai resgatar a história dessa celebração e destacar a importância que o trabalhador rural tem para o desenvolvimento do país. Saiba também quais perspectivas animadoras podemos aguardar para o setor!

A origem do Dia do Trabalhador Rural

O Dia do Trabalhador e Trabalhadora Rural foi criado pelo Decreto de Lei n.º 4.338, de 1º de maio de 1964. A data foi escolhida em virtude da morte do deputado federal Fernando Ferrari (1921-1963) no dia 25 de maio de 1963. Ele foi um dos principais defensores dos direitos dos trabalhadores rurais, e sua morte acabou se tornando uma data especial para a luta dos profissionais da classe.

Também em homenagem ao deputado, em 1971 foi instituído o Programa de Assistência ao Trabalhador Rural, nomeado como Lei Fernando Ferrari. Essa foi uma grande conquista para a categoria. O produtor rural ganhava algumas garantias, como assistência médica, aposentadoria por invalidez, pensão para a mulher, entre outros benefícios. Embora sejam direitos primários em comparação com os dias de hoje, na época, foi um grande avanço histórico.

A importância do produtor rural na economia brasileira

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada pelo Sebrae, existem no Brasil mais de 4 milhões de trabalhadores rurais. Isso significa que esses produtores representam cerca de 15% do total de empreendedores do país, que é de 27,31 milhões.

Analisando a série histórica desde 2016, houve uma redução de 800 mil trabalhadores no setor. Isso não significa nem de longe que o agronegócio desacelerou. Na verdade, esse é um movimento social que ocorre há anos conhecido como êxodo rural, de trabalhadores que buscam melhores condições de vida nas grandes cidades. Por outro lado, o campo se modernizou por meio da mecanização, que tornou as operações mais ágeis e eficientes.

No entanto, essa ênfase que se dá ao trabalho urbano muitas vezes ofusca o valor dos produtores rurais no país. É sempre importante relembrar que são essas pessoas que alimentam o Brasil e, em sua maioria, são operações baseadas na agricultura familiar.

Segundo dados do último Censo Agropecuário divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a agricultura familiar no Brasil já é a 8ª maior produtora de alimentos do mundo. Em 90% das cidades com população de até 20 mil habitantes, ela representa a base da economia local. Além disso, é digno notar que 40% da população trabalhadora no país trabalha no setor agrícola.

Sem dúvida, o agronegócio é o protagonista no desempenho econômico do país. Em 2017, por exemplo, o Brasil atingiu uma safra recorde de 237,7 milhões de toneladas, impulsionando o PIB nacional.

Dessa forma, junto com a pecuária, o setor estimula a economia de modo muito positivo, levando o Brasil à liderança em diversas atividades, como produção de café, suco de laranja, etanol de cana-de-açúcar e açúcar. O país também fica no topo do ranking dos exportadores de carne bovina, frango, milho e soja.

Por isso, podemos dizer que o Brasil é um país essencialmente agro, pois a agricultura é uma das bases da nossa economia. Esse protagonismo, porém, não imuniza o setor de grandes desafios que ainda precisam ser vencidos.

Os principais obstáculos para a classe rural

Ainda existem muitos obstáculos que o agronegócio brasileiro precisa superar para avançar de forma sustentável. Entre os principais, podemos destacar:

  • déficit hídrico: segundo a ONU, a agricultura é responsável por 70% do consumo da água no planeta. É de fato um recurso indispensável na produção. No entanto, crises hídricas têm comprometido a safra em diversas regiões, levando pesquisadores, o governo e produtores a buscar soluções para prevenir esse estresse hídrico;
  • escassez de mão de obra qualificada: a busca por melhores condições na zona rural provocou um esvaziamento do campo. Ao mesmo tempo, os meios de produção se modernizaram. O desafio é tornar o trabalho rural interessante e atrativo para os jovens e prover a capacitação necessária para que possam operar essas novas tecnologias;
  • mudanças climáticas: a instabilidade do clima dificulta o planejamento da lavoura. Por isso, mais do que nunca, é necessário que o produtor saiba utilizar ferramentas para prever eventos climáticos e reduzir as perdas;
  • desperdício de alimentos: segundo a FAO, 30% de todo alimento produzido vai parar no lixo todos os anos. Por isso, é fundamental aprimorar a cadeia produtiva, desde a produção até o transporte e a comercialização dos produtos;
  • segurança alimentar: defensivos agrícolas são indispensáveis na lavoura, mas é necessário adotar tecnologias que reduzam os riscos de deriva e dosem de forma mais exata a quantidade de produtos aplicados para evitar contaminações;
  • aspectos sociais do trabalhador: é preciso enxergar o campo de forma mais humanizada. O agronegócio não é feito somente de máquinas, mas também de pessoas. Por isso, o desafio é elevar as condições de trabalho e a qualidade de vida da população rural.

Diante desses desafios, será que é possível encontrar soluções e garantir um futuro de maior produtividade e crescimento para o setor agrícola? É o que vamos ver agora!

Um horizonte produtivo

As perspectivas para o agronegócio são muito positivas. O caminho para o crescimento está em iniciativas públicas que visem investimento e pesquisa, e na busca do produtor rural por mais conhecimento e tecnologias. Esse é um movimento já muito evidente no cenário agrícola brasileiro.

Nos últimos anos, a inovação e a tecnologia tiveram um grande destaque no agronegócio. Estudos da área da biotecnologia têm avançado no intuito de produzir variedades mais resistentes e nutritivas. Uma prova disso foi o aumento da produção de soja nos últimos anos.

Além disso, dentro da agricultura de precisão, as máquinas agrícolas estão ficando cada vez mais conectadas e o produtor rural ganha ferramentas de gestão que o ajudam a tomar decisões sobre as diferentes etapas da produção baseando-se em dados concretos e exatos.

Não há como não falar das novas tecnologias de aplicação que surgem no mercado para garantir maior eficácia no combate a pragas e doenças, aumentando ainda mais os resultados da safra.

Nesse cenário, o Dia do Trabalhador Rural se torna um evento de real celebração, retomando tantas conquistas, levantando discussões e dando força ao profissional que carrega nas mãos a grande responsabilidade de impulsionar a economia do país.

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