evaporação da pulverização

Evaporação da pulverização: o que fazer quando acontece?

A evaporação da pulverização, da mesma forma que a deriva, podem ocorrer no processo de aplicação de produtos fitossanitários, ou seja, o defensivo agrícola se perde porque que não chegou ao alvo. Depois que ocorre, não há o que fazer: há a perda do produto, de eficiência operacional, de tempo e de recursos, além de causar impacto ambiental e outras áreas sensíveis não alvo e intoxicação nos usuários. Por isso, a melhor saída é reduzir esse problema.

Existem diversos fatores que podem contribuir para elevar as chances de evaporação, e há algumas estratégias que ajudam a reduzir essa perda. Continue a leitura deste post e fique por dentro do assunto!

Por que a evaporação da pulverização acontece?

A pulverização consiste em quebrar o líquido (ou a calda) em pequenas gotas. Em alguns casos as gotas precisam ter um tamanho bem reduzido, porque o alvo (doença ou praga) está em algum lugar na planta bem escondido.

Dependendo das condições ambientais relacionadas à temperatura e à umidade relativa, essas gotas se evaporam completamente em algum momento entre o bico de pulverização e o alvo.

Assim, por via de regra, quanto menor for a gota, mais rápida é a perda de velocidade depois que produzida pelo bico, e facilmente ela pode ficar suspensa no ar e mais rapidamente evaporar. Com gotas maiores, há mais chances de depósito do produto sobre o alvo, porém essas gotas apresentam maiores limitações para encontrar os alvos mais escondidos e promovem menor cobertura sobre as superfícies.

Isso ocorre independentemente da tecnologia utilizada e é favorecida com as condições ambientais inadequadas, como temperatura elevada e umidade relativa reduzida. Além disso, alguns produtos fitossanitários específicos podem estar mais sujeitos à evaporação do que outros.

As correntes de ar também afetam esse fenômeno, atuando na deriva e também na potencial evaporação das gotas, já que a distancia até o local de depósito tende a ser aumentada. Já que o tamanho das gotas é reduzido, elas estão mais vulneráveis à movimentação do ar, seja em correntes horizontais (o vento), seja em correntes verticais (convecção).

Após a evaporação, o ingrediente ativo fica suspenso e pode ser levado a distâncias consideráveis, de acordo com a força do vento. Isso gera danos aos recursos hídricos, às plantas sensíveis ao produto e à saúde das pessoas.

Quais são as melhores práticas para reduzir a evaporação da pulverização?

É fundamental a utilização dos melhores métodos, tecnologias e conhecimentos para reduzir ao máximo a evaporação das gotas de pulverização, garantindo mais eficiência operacional, proteção ambiental e proteção aos operadores. Veja como fazer isso.

Calibração da pulverização

Para minimizar essa evaporação, primeiramente é preciso trabalhar com um volume de aplicação ideal para aquela cultura naquele momento — por isso a calibração é muito importante. Aqui, existem diversos aspectos que devem ser considerados.

Altura da barra

Lembre-se que quanto maior for a distância entre a barra o solo, maiores são as chances de as gotas evaporarem no caminho além de favorecer a ocorrência da deriva. Quanto menor for essa distância, menor é a probabilidade dessas perdas acontecerem. A solução não é só abaixar a barra, porque ajustar isso sem considerar os bicos pode gerar uma faixa de pulverização irregular, deixando áreas sem tratamento.

Ao abaixar as barras, use pontas de maior ângulo (110°). Sempre observe se o leque de pulverização está sendo formado de maneira adequada. No geral, a altura da barra deve ser suficiente para que se observe um duplo cruzamento dos jatos. Para bicos com o ângulo 110°, a altura ideal da barra é igual ao espaçamento entre os bicos.

Pressão de pulverização

A pressão é a força que atua na velocidade de saída do líquido do interior dos bicos. Ao se chocar com o ar, esse líquido se quebra em gotas. Quanto maior for a pressão, menores serão as gotas e maior é a probabilidade de evaporação:

  • gotas menores de 50 micrômetros vão evaporar em poucos segundos em diversas condições ambientais;
  • gotas entre 50 e 200 micrômetros podem evaporar, dependendo das condições do ambiente.

Assim, é importante trabalhar com uma pressão recomendada pela fabricante — geralmente na faixa de 30 a 50 psi para pontas de jato plano convencional, também conhecidas como bicos do tipo leque.

Bicos de pulverização

O bico de pulverização também pode determinar o tamanho da gota. Há dezenas de modelos que podem produzir uma grande variedade de diâmetros, de 25 micrômetros até 1 milímetro. De maneira geral, a qualidade das pontas é definida conforme a uniformidade das gotas produzidas. É mais difícil produzir gotas de tamanho mais uniforme.

Avaliação das condições ambientais

Também devemos levar em conta a temperatura e a umidade do ambiente. É possível, por exemplo, escolher os horários que minimizam a evaporação. É claro que não é o horário em si que interfere na evaporação, mas as condições climáticas derivadas daquele período do dia. Daí, dependendo da temperatura, da umidade e do tamanho da gota, chega-se a uma taxa de evaporação.

Outro aspecto importante em relação ao horário é que em temperaturas mais altas do dia, a planta costuma ficar mais ereta, facilitando a deposição dos produtos. Por outro lado, esse calor torna a operação mais suscetível à evaporação. Então, a regra é: quanto maior for a umidade relativa do ar, mais fina pode ser a gota. Quando está muito seco e quente, devem ser usadas gotas mais grossas e, para garantir boa cobertura do alvo, aumentar o volume de aplicação pode ser necessário. É importante que o agricultor entenda bem essa dinâmica.

Há regiões onde a temperatura já não é favorável para a pulverização logo pela manhã, pois ultrapassa os 30 graus máximos recomendados. Então, mais do que ater-se ao horário, é importante avaliar as condições do ambiente.

Por isso, o ideal é utilizar ferramentas adequadas, que possam mensurar essa qualidade e aplicá-la em futuras operações. Há máquinas que conseguem gerar um mapa do potencial da evaporação em tempo real por meio da telemetria, por exemplo. Os sensores coletam dados sobre a temperatura e a umidade, bem como a seleção de gotas aplicadas naquele momento.

Com essas informações da agricultura de precisão, aliadas aos mapas de controle do agente de dano e produtividade da cultura, é possível garantir que a pulverização esteja dentro dos padrões. Relatórios de telemetria das máquinas geram dados valiosos para o agricultor aprimorar seus processos e reduzir problemas, como a evaporação da pulverização.

Adjuvantes

Apesar do clima, do volume de aplicação e do tamanho de gota serem fatores importantes para considerar ao evitar a evaporação da pulverização, adjuvantes podem melhorar muito a operação. Agentes adesivos, por exemplo, são feitos à base de óleo ou silicone para fixar na superfície foliar e evitar a evaporação. Eles são indicados para diferentes situações, conforme suas recomendações.

Lembre-se que a evaporação da pulverização é um risco invisível e real, que pode impactar profundamente na qualidade da sua operação. Além disso, é um tipo de deriva que pode gerar riscos ambientais e à saúde dos seus trabalhadores. Por isso, garanta sempre as melhores práticas para alcançar resultados satisfatórios.

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