internet das coisas na agricultura

Internet das Coisas na agricultura: entenda como é aplicado na prática

A tecnologia decolou para o campo e aterrissou com a Internet das Coisas na agricultura trazendo inúmeras facilidades. As possibilidades são infinitas, e muitas já estão sendo aplicadas para aprimorar a vida do produtor e melhorar o desempenho das atividades agrícolas.

A utilização de sensores conectados via Internet a sistemas que processam as informações recebidas e encaminham mapas, gráficos e relatórios indicando ações necessárias e os locais mais estratégicos parece constituir um cenário futurista, mas já é real.

Continue a leitura e entenda como a Internet das Coisas é aplicada na prática em uma fazenda.

Afinal, o que é IoT?

IoT é a sigla para Internet of Things, ou Internet das Coisas em português. A expressão é utilizada para fazer referência à interconexão de aparelhos e objetos do cotidiano capazes de trocar dados entre si via Internet.

Assim, fazendo uso de sensores inteligentes e softwares apropriados, os objetos se conectam e passam a fazer parte da grande rede de comunicação com as pessoas.

A tecnologia e o modo de vida conectado que a sociedade moderna vem adotando faz da IoT um fenômeno já esperado e em constante evolução. Assim, cada vez se percebe o surgimento de novas inclusões de objetos na rede, antes inertes, mas agora ativos, sendo acionados e acionando outros.

Como resultado, informação, conforto e praticidade vão se incorporando às rotinas domésticas e produtivas. Os equipamentos mais complexos e os objetos mais simples trocam informações entre si, o que se traduz em alguma ação.

Dessa forma, quando você adentra o estacionamento de um shopping center, por exemplo, sensores percebem a sua presença. Logo, recebem e sinalizam a informação para outros sensores que, por sua vez, acionam luzes verdes indicativas de vagas próximas. Outro exemplo são os sensores que acendem as luzes e informam à cafeteira para preparar o café quando a pessoa levanta da cama.

Esses exemplos simples de inteligência artificial aplicados às rotinas pessoais podem representar diversas possibilidades quando utilizados em um ambiente produtivo, como o da indústria ou da agricultura.

Como a Internet das Coisas está sendo usada na agricultura?

O campo não ficou imune a toda essa tecnologia. A IoT já está presente nas fazendas e sinaliza um futuro promissor, com melhorias na eficiência das ações e resultados impactantes na produtividade.

Confira, a seguir, algumas formas de aplicação da Internet das Coisas na agricultura.

Identificação da demanda por irrigação

A necessidade de água para as culturas agrícolas é indiscutível. Mas, quando aplicada na quantidade adequada e no momento mais propício, os resultados viabilizam a máxima produtividade da lavoura.

Assim, saber em quais regiões da propriedade a água é indispensável é tão essencial quanto entender a melhor hora de fornecê-la e o volume mais adequado. Tudo isso é trabalho para a IoT.

Para esse fim, sensores estrategicamente posicionados no solo informam à central de comando, que aciona o sistema de irrigação em uma determinada área da propriedade. Apenas aquela área que apresenta demanda será irrigada, otimizando o trabalho, a energia e os recursos.

Do mesmo modo, ao atingir índices satisfatório de umidade, o diálogo é retomado. Dessa vez, os sensores informam ao sistema de irrigação que já pode ser desligado.

Identificação da necessidade de correção do solo

Assim como no caso da água, sensores instalados no solo também podem medir parâmetros como pH (referente à acidez do solo) e teor de nutrientes. Com isso, são capazes de identificar as demandas locais e permitir um mapeamento das necessidades de correção (calagem, adubação).

Associados às imagens de drones, esses dados permitem realizar diagnósticos diferenciados sobre deficiências nutricionais. Dessa forma, as medidas corretas para a solução podem ser planejadas e estrategicamente acionadas em tempo hábil.

Diagnóstico da lavoura com o uso de drones

O uso de drones nas propriedades agrícolas trouxe uma infinidade de soluções práticas. Sua integração via Internet com sensores, GPS e outros equipamentos facilitou a obtenção de informações e a tomada de ações pelo sistema e pelo próprio produtor.

Nesse sentido, realizar um diagnóstico da sanidade da lavoura tornou-se uma operação menos trabalhosa. Sem a necessidade de percorrer quilômetros dentro dos talhões e quadras, o drone traz, além da precisão, grande economia de tempo.

Além disso, provido de GPS e sensores para geração de imagens, os drones conectados a sistemas apropriados permitem:

  • definição do estande (número de plantas);
  • análise da altura das plantas;
  • identificação das condições de saúde;
  • identificação de formação de reboleiras de plantas atacadas (doenças e pragas);
  • análise da concorrência de plantas daninhas;
  • medição do teor de nutrientes na planta;
  • a cobertura do dossel.

Implantação de estufas inteligentes

Estufas são ambientes protegidos cujas condições de luminosidade, umidade e temperatura precisam ser controladas, seja para a produção de mudas, seja para a agricultura intensiva. Em geral, esse controle costuma ser manual e mecânico, fazendo uso de coberturas próprias, aspersão e outras medidas de manejo.

Com a implantação da IoT, sensores para cada uma das condições ambientais “conversam” com os respectivos sistemas, que entram em ação. Assim, a intensidade luminosa pode ser regulada e o sistema de ventilação pode ser acionado.

Do mesmo modo, a abertura de telas clareia e areja o ambiente, enquanto o sistema de irrigação inicia o suprimento de água. Todas essas ações integradas podem ser transmitidas via Internet para um software de gestão, que registra e analisa as diversas intervenções realizadas.

Posteriormente, relatórios e gráficos são capazes de entregar para o produtor as condições alcançadas. Desse modo, ajustes podem ser providenciados, se for o caso.

Controle de pragas na lavoura

Antecipar-se aos danos que uma infestação de pragas pode provocar na lavoura é uma grande vantagem operacional e econômica.

Assim, o controle de insetos daninhos às culturas pode ser realizado com a instalação de armadilhas utilizando ferormônios atrativos. A partir da identificação da presença em determinado grau de infestação, sensores avisam ao sistema, que mapeia os pontos de ocorrência.

A partir daí, é possível planejar ações localizadas de controle sem a necessidade de trabalhar toda a área cultivada. Consegue-se, então, elevada economia de insumos, de tempo e de trabalho, assim como a redução significativa da quantidade de produto disperso, reduzindo o impacto ambiental.

A Internet das Coisas na agricultura não tem volta. As facilidades que já demonstrou conferir aos produtores apontam para uma tecnologia interativa em tempo real que será cada vez mais intensamente aplicada no campo.

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