O que são agritechs e por que prestar atenção nesse assunto?

O que são agritechs e por que prestar atenção nesse assunto?

Nadando contra a maré da crise econômica, o agronegócio continua em alta e representa ¼ do PIB brasileiro — com rendimentos maiores a cada ano. É nesse contexto que as startups invadem o sistema agrícola, aperfeiçoando velhos serviços e facilitando a vida do trabalhador rural.

As startups, nova tendência no sistema empreendedor do Brasil, enxergaram na tecnologia uma oportunidade de fazer com que a produção agrícola melhore, não só em termos de qualidade dos produtos, mas, também, visando uma vida mais prática para os produtores rurais.

O termo Agritech surge dessa junção de conceitos ligando o trabalho agropecuário, que existe há séculos, com as mais modernas tecnologias e tendências de mercado para os próximos anos.

Nesse post você vai conhecer detalhes sobre a origem das Agritech’s e saber mais sobre como o Brasil e o Mundo estão lidando com essa nova realidade.

As Agritech’s e o tradicionalismo rural

O agricultor do passado não tem mais chances de sobreviver e produzir em larga escala caso não se modernize. Não se adequar aos novos modelos de produção pode fazer com que ele seja facilmente engolido pela concorrência.

Podemos analisar, por exemplo, um agricultor que ainda não é adepto às novas técnicas. O tempo gasto por ele para fazer a varredura do território, identificar problemas nas plantas visualmente, fazer a irrigação nos horários adequados, entre outros, demanda um tempo enorme, ou muita mão de obra.

Embora seja necessário um investimento inicial, as novas técnicas aliviam o custo no decorrer do tempo. Com isso, acelera-se a produção e, consequentemente, aumenta-se os lucros.

O berço das startups

O nascimento de grande parte das empresas desse segmento está diretamente ligado às universidades e cooperativas. Essas ideias inovadores vêm do ambiente da sala de aula, por isso mantém uma forte ligação com a vida acadêmica.

Uma pesquisa realizada pelo Censo Agritech Startups Brasil, de dezembro de 2016, mostrou que 53% das empresas desse segmento possuem entre seus membros alguma ligação com cursos de pós graduação.

O conhecimento dos jovens, muitas vezes atrelados à vivência em áreas rurais, contato com familiares e amigos que viveram no campo ou até mesmo a vontade de revolucionar o negócio agrícola, vem gerando resultados surpreendentes.

Mudanças proporcionadas pelas Agritechs

Essas empresas espalhadas por todos os cantos do país desenvolvem soluções em agricultura de precisão — prática que utiliza tecnologia de informações baseadas em estudos referentes à variabilidade do solo e do clima, monitoramento de lavoura e modernização de equipamentos (sensores, drones, GPS, entre outros).

Não só por reduzir custos, mas principalmente por otimizar os recursos por meio de estudos e análises que as Agritechs vêm se destacando pela funcionalidade.

Podemos citar como exemplo o uso dos defensivos agrícolas que está enraizado na rotina do produtor rural. No entanto, só isso não basta. Sem conhecer qual é o tipo de peste que assola a plantação e sem saber qual o produto correto a ser usado no tratamento, os defensivos não vão obter o resultado esperado, podendo até causar transtornos.

Um defensivo agrícola usado no lugar errado e na hora errada pode, além de não resolver o impasse, danificar o solo e comprometer futuras plantações. Saber qual é o problema e conhecer a solução evita uma série de desperdícios. As Agritechs têm forte presença nessa questão pois por meio de estudos aprofundados, e aliados às tecnologias, esses problemas são identificados com mais facilidade.

Por esses e outros detalhes que o ambiente da startup deve estar diretamente relacionado com a vida do agricultor, conhecendo seus anseios e problemas e proporcionando soluções mais rápidas para os possíveis contratempos.

O investimento de grandes empresas

Em crescimento contínuo, o mercado das Agritechs tem despertado o interesse de grandes empresas que passaram a investir no ramo.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária) vem sendo muito procurada para fazer essa junção. Além disso, negócios já consolidados estão investindo seu capital em empresas agro.

A montadora John Deere inaugurou espaços dedicados às propostas de inovação no interior do estado de São Paulo. Entre suas funções, promove intercâmbios e realiza pesquisas aprofundadas no campo.

A StartAgro, plataforma que publica novidades agrícolas, promove eventos e realiza ações nas mídias digitais. Isso sem falar em empresas de grande porte que querem expandir seu mercado e apostar em novos nichos, como é o caso da Samsung — que por enxergar o sucesso do agronegócio, está há três anos investindo no ramo em parceria com a Embrapa. O objetivo principal da empresa e criar mercados e novas oportunidades de colaborar com negócios inovadores.

Inclusive, algumas empresas já apresentam soluções viáveis para o cultivo em áreas urbanas, descentralizando a produção. Na Holanda — país com grande parte de sua extensão em área agrícola — a plantação em fibra de basalto e giz já é uma realidade que traz crescimento rápido e próximo às cidades onde vive o consumidor final.

As Agritechs no Brasil

O Brasil segue consolidado como um dos maiores produtores rurais do Mundo. Muito disso se deve à extensão do território e ao clima extremamente favorável. Nossas fazendas são maiores, e consequentemente, mais desafiadoras — o que faz com que sejamos uma espécie de laboratório para o Mundo.

Várias técnicas utilizadas pelos trabalhadores brasileiros são reproduzidas de forma efetiva em outros lugares do planeta.

Apesar disso, mesmo com a imensidão do mercado e inúmeras possibilidades, o Brasil ainda conta com um número pequeno de startups voltadas para agropecuária. Contudo, em termos de inovação e estrutura, as empresas de agro brasileiras são equiparáveis às americanas.

Nós já contamos, inclusive, com nosso próprio ‘Vale do Silício’ Agritech que está localizado em Piracicaba (São Paulo) e conta com 38% das empresas agro do Brasil.

Nos últimos dois anos, o número de startups ligadas à agricultura quase quadruplicou, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

O futuro do setor agrícola

Tudo indica que os investimentos em tecnologia vão aumentar significativamente nos próximos anos, principalmente considerando o nicho de possibilidades que o setor tecnológico oferece — de maquinaria moderna até projetos de pesquisas mais complexas.

Um dos destaques nas aplicações tem sido o investimento em IoT, popularmente conhecido como ‘internet das coisas’. O IoT é a tecnologia que permite a comunicação de dados em nuvem entre os objetos, uma realidade vista em relógios, tênis e outros milhares de itens.

Embora inicialmente não pareça ter ligação com a agricultura, muitos acreditam que o futuro do empreendimento agrícola está nas soluções de IoT’s.

A preocupação maior está na distância em que os moradores de grandes centros urbanos estão das fontes sustentáveis. Com recursos limitados e aumento gradativo da população, cria-se uma necessidade de urgência no encurtamento do caminho entre o campo e o consumidor final.

Há quem acredite que só a IoT será capaz de resolver esse impasse, fazendo uma análise comparativa entre insumos que faltam nas cidades e prateleiras com as tabelas de compras futuras.

Assim, a demanda será estabelecida com base em uma procura real que ainda não foi delimitada. Assim, as Agritechs equilibram o mercado e transformam a agricultura em uma praça mais saudável e competitiva.

Agora que você já sabe tudo sobre o mercado das Agritechs, compartilhe com seus amigos e deixe todo mundo por dentro das novidades do mercado!

 

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