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Plano ABC: entenda a política da Agricultura de Baixo Carbono

O guia completo das melhores práticas de adubação

O Plano ABC agricultura, criado pelo Governo, impacta diretamente na rotina dos agricultores brasileiros de todos os portes, já que ele promove a agricultura de baixa emissão de carbono.

Entanto, esse plano também beneficia diretamente o desenvolvimento do seu negócio, trazendo um futuro melhor para o mundo e ao seu negócio.

Se você trabalha no segmento de agricultura, então conhecer melhor sobre esse plano é fundamental. Leia a seguir qual é seu conceito, qual seu prazo de vigência, quais são seus principais pontos e mais!

O que é o Plano ABC?

Oficialmente chamado de “Plano Setorial para Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para Consolidação de Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura”, a iniciativa é uma política pública que traz um conjunto de ações que objetivam ampliar a adoção de certas tecnologias agropecuárias que são sustentáveis e têm potencial para minimizar as emissões de gases do efeito estufa (GEE), bem como combater o aquecimento global.

Sua vigência começou em 2010 e vai até 2030, mas estão previstas atualizações e revisões do plano em menos de 2 anos. Isso será feito com o objetivo de adequá-lo às novas tecnologias e demandas da sociedade, além de incluir novas metas e ações, se for necessário.

Para alcançar os objetivos do plano, o Governo estima que serão necessários R$ 197 bilhões. Além disso, há uma linha de crédito chamada Programa ABC, aprovada pela Resolução BACEN n.º 3.896/10 e instituída com os recursos do Sistema BNDES, mas também é custeado pelo Banco do Brasil e fundos constitucionais.

Quais são os principais pontos do Plano ABC?

Esse plano é amplo, foi estruturado em sete diferentes programas, sendo que seis deles estão ligados às tecnologias de mitigação, enquanto o último é voltado para que os agricultores de adaptem às mudanças climáticas. Veja-os:

  • Recuperação de Pastagens Degradadas: deixar de recuperar essas pastagens traz prejuízos à produtividade e resulta em perda da cobertura vegetal ou de matéria orgânica do solo;
  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs): iLPF permite integrar produção agrícola, silvicultura e criação do gado em um mesmo espaço. Já as SAFs englobam espécies florestais com lavouras tradicionais;
  • Sistema Plantio Direto (SPD): usa somente a linha semeadura, utiliza palha de safras e material orgânico;
  • Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN): consiste em inocular sementes com bactérias que deixam o nitrogênio da atmosfera ao solo;
  • Florestas Plantadas: são produzidas florestas plantadas com espécies tanto nativas como exóticas para auxiliar na captura de CO₂;
  • Tratamento de Dejetos Animais: objetiva produzir adubo mais orgânico e diminuir a emissão de metano;
  • Adaptação a Mudança Climáticas: cria sistemas diversificados e promove uso sustentável de recursos hídricos e da biodiversidade.

Quais são as tendências expostas e direções?

Em razão da relevância do Plano ABC, o Governo modificou as metas originais da agricultura firmadas na COP-15. Elas passaram a ser as seguintes:

  • recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas pelo melhor manejo e adubação;
  • ampliar a adoção de sistemas iLPF e SAFs em 4 milhões de hectares;
  • melhorar a utilização de SPD em 8 milhões de hectares;
  • ampliar FBN em 5,5 milhões de hectares;
  • promover ainda mais o reflorestamento passando a 8 milhões de hectares;
  • fomentar o uso da tecnologia na agricultura para tratar de 4,4 milhões de metros cúbicos de dejetos de animais para produzir compostos orgânico e gerar energia.

Como você pode se posicionar?

Existem certas estratégias que você pode ajudar para alcançar as metas listadas, modernizar seu negócio, contribuir para o desenvolvimento e melhorar sua competitividade no mercado. A melhor delas consiste na adoção de tecnologias, já que equipamentos de ponta têm maior eficiência energética, são menos poluidores, entre muitos outros benefícios, além de otimizarem sua rotina de trabalho.

Ainda há outras atitudes que podem ser tomadas para contribuir com o Plano ABC e você pode conhecê-las por meio da Embrapa, que está envolvida em diversas ações dessa política pública. As unidades descentralizadas da Embrapa participam e ajudam na execução de ações e eventos para transferência de tecnologia em todo território nacional.

Seguir o Plano ABC de agricultura é fundamental para o sucesso e desenvolvimento de qualquer produtor rural. Para garantir a sua eficiência, os profissionais da área precisam ficar atento às tendências, aos equipamentos e a outros processos tecnológicos adotados durante o Plano ABC para se modernizar e garantir seu espaço no mercado.

Compartilhe este material nas suas melhores redes sociais e informe outros agricultores sobre o Plano ABC!

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