Agricultura sustentável: 7 tecnologias que você não pode ignorar

Agricultura sustentável: 7 tecnologias que você não pode ignorar

A agricultura 4.0, também chamada de agricultura digital, baseia-se na tecnologia de ponta, na automatização de processos e na análise de dados em larga escala na produção agrícola.

Quando utilizadas em conjunto, essas técnicas têm como objetivos principais: melhorar a produtividade agrícola e a eficiência na utilização de insumos, reduzir custos, aumentar a segurança dos trabalhadores e diminuir os impactos ambientais causados pela atividade agrícola.

A agricultura 4.0 surge como uma importantíssima ferramenta, pois a aplicação de técnicas sustentáveis no campo deixou de ser uma “tendência revolucionária” e se tornou um imperativo e uma garantia do abastecimento da cadeia produtiva de alimentos para as próximas gerações.

Desde a aplicação de técnicas de melhoramento genético de sementes e utilização de biotecnologia para a criação de cultivares mais produtivas e adaptadas ao meio, passando por intervenções pontuais na lavoura e melhorias de logísticas no transporte e distribuição da produção, a agricultura digital tem o poder otimizar o uso de recursos naturais e aumentar a produtividade — ao mesmo tempo em que diminui ao máximo os impactos ao meio ambiente.

Bom demais para ser verdade? Nada disso! Confira abaixo 7 tecnologias de agricultura sustentável já disponíveis no mercado e que você não pode mais ignorar! Confira!

1. Conheça a agricultura de precisão

Todo gestor agrícola sabe que as características das áreas de plantio não são uniformes. Cada pedaço da fazenda necessita de quantidades e tipos de insumos diferentes. Entretanto, a solução de entender grandes áreas como homogêneas, utilizada em larga escala pelos produtores, prevê a aplicação de quantidades de adubos, fertilizantes e insumos iguais em toda a propriedade, considerando uma média. O resultado? Discrepâncias e não uniformidade de produção.

É exatamente nesse ponto que entra a agricultura de precisão. Com a utilização de tecnologias de referenciamento e posicionamento dadas por sistemas de GPS avançados, é possível gerir o campo metro a metro.

Dessa maneira, aplica-se a quantidade de insumos, fertilizantes e defensivos exata para cada área, no momento mais adequado. A utilização da agricultura de precisão gera economia financeira, poupa o meio ambiente e aumenta consideravelmente a produtividade das áreas. Impossível ser melhor, certo?

2. Prepare-se para a autonomia das máquinas agrícolas

O cenário futurístico no qual robôs fazem grande parte do trabalho braçal já chegou à produção agrícola. Protótipos de tratores, colheitadeiras e arados que podem ser comandados à distância já foram lançados no mercado.

Nessas máquinas, o operador é substituído por sistemas inteligentes, sensores, rádio, dados e GPS que respondem a comandos previamente configurados e são controlados por tablets e smartphones. A tecnologia está sendo considerada como uma evolução da agricultura de precisão.

3. Mapeie sua colheita

O primeiro passo para utilizar a agricultura 4.0 a seu favor é verificar como andam as suas terras, certo? Sabendo com precisão o quanto cada área está gerando, é possível investigar os motivos de baixa produtividade de determinado local, fazendo seu manejo pontual.

E é exatamente essa informação que o mapeamento da colheita é capaz de fornecer. Por meio de colheitadeiras equipadas com GPS (que marca a posição da máquina) e com sensores (que medem a quantidade de grãos colhidos em cada posição), você saberá determinar exatamente a variabilidade espacial de produção dentro de suas propriedades.

4. Adote sistemas e tenha indicadores

A agricultura do futuro não visa somente ao aumento de produtividade sem limites. Para manter uma área produtiva ao longo do tempo, é necessário também aumentar a eficiência do uso da terra e dos recursos financeiros, além de diminuir o impacto ambiental ao máximo.

Mas como gerir todas essas variáveis, sabendo exatamente onde e de que forma intervir? A resposta está na análise de bons indicadores. Utilizando sistemas integrados e agricultura de precisão, dados serão gerados, permitindo manejar cada questão relacionada à produção da maneira mais eficiente e direta possível. Isso gera economia de tempo, mão de obra e recursos naturais e financeiros.

5. Deixe que os sensores façam seu trabalho

Sensores óticos ligados a computadores com inteligência artificial e acesso à internet são capazes de trabalhar praticamente sozinhos, deixando você livre para lidar com outras questões da gestão agrícola.

Controle de irrigação e aplicação de insumos e nutrientes em períodos previamente configurados são apenas alguns exemplos do grande auxílio que o uso de sensores é capaz de proporcionar.

6. Acostume-se com drones sobrevoando a colheita

Os drones, veículos aéreos não tripulados, são também uma ferramenta incrível trazida com o desenvolvimento da agricultura de precisão. Eles podem ser coordenados à distância, seja por pessoas, seja por controladores automáticos previamente programados.

A grande versatilidade desse equipamento, sem dúvida, vale o investimento. Com o uso de drones sobrevoando as áreas da propriedade, é possível analisar a plantação, detectar pragas e falhas, demarcar áreas de plantio, acompanhar o desenvolvimento da safra, monitorar níveis de desmatamento, encontrar nascentes de água, achar focos de incêndio, entre muitas outras funções.

7. Não tenha medo do Big Data

O conceito de Big Data (que resumidamente significa o armazenamento, a organização e a análise de grandes volumes de dados) ainda é visto com desconfiança por muitos produtores agrícolas. Entretanto, saiba que a adoção do Big Data pode trazer benefícios reais ao seu negócio!

Afinal, é humanamente impossível reunir e analisar dados de colheita e produção de maneira manual, relacionando-os a características geomorfológicas de solo e dados meteorológicos a fim de traçar estratégias de manejo adequadas.

O Big Data faz tudo isso por você. Por meio dele, é possível antecipar a ocorrência de doenças e pragas (levando em conta os níveis de umidade do ar, presença do patógeno e temperatura em determinados intervalos de tempo), simular a probabilidade de a praga infestar a plantação e determinar o volume de defensivo adequado a ser aplicado. Incrível, não é mesmo?

Com o Big Data, também é possível gerir adequadamente os recursos hídricos. Dependendo da textura do solo, determinadas áreas conseguem armazenar mais água do que outras, necessitando de menos irrigação.

Economizar água e insumos: bom para você, excelente para o meio ambiente. É a agricultura sustentável chegando para ficar, beneficiando o planeta e os produtores!

Agora que já está por dentro das 7 tecnologias de agricultura sustentável que você não pode mais ignorar, que tal compartilhar este conteúdo em suas redes sociais? Dessa maneira, estará contribuindo para que outras pessoas interessadas nesse assunto tão importante tenham acesso às informações!

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