Aretuza Negri: conheça a influenciadora agro e criadora do Ela é do Agro!
Aretuza Negri

Conheça Aretuza Negri: a influenciadora agro que fala sobre trabalho rural do ponto de vista feminino         

Aretuza Negri é idealizadora do perfil no Instagram Ela é do Agro! Com mais de 28 mil seguidores, a embaixadora digital da Agrishow 2019 se tornou uma das grandes referências e principais influenciadoras digitais do setor.

Conversamos um pouco com Aretuza para descobrir sua história e visão sobre o mercado agro atual. Vem com a gente e conheça mais de perto a influencer que tem inspirado milhares de mulheres (e homens) do campo!

Aretuza Negri e a paixão pelo agronegócio

Aretuza Negri é formada em Serviço Social e em Gestão de Pessoas e trabalhou durante muitos anos na área jurídica, mas deu uma reviravolta em sua carreira quando decidiu seguir seu coração para se dedicar aos assuntos do campo.

Com o tempo, passou a atuar no setor em uma empresa de gestão agroindustrial, mas a vida caiu na rotina de casa, trabalho, casa. Daí, então, criou o perfil Ela é do Agro! para discutir temas relacionados ao trabalho rural de um ponto de vista feminino. Sob essa perspectiva, reuniu um público bastante diversificado, não só de mulheres, mas homens de diferentes partes do Brasil.

A criação do Ela é do Agro!

O perfil foi criado em novembro de 2017, mas ela nunca se viu como influenciadora, e esse não era o objetivo inicial. As coisas foram acontecendo.

“O portal me tirou da zona de conforto… Para quem não conseguiu ensinar o próprio cachorro a fazer xixi no lugar certo, aceitar que era uma influencer foi um processo bem difícil. Até mesmo porque as únicas referências que existiam como influenciadores digitais eram pessoas que possuíam contas com altos números de engajamento e seguidores”, afirma Aretuza.

“O portal me tirou da zona de conforto”.

A influencer teve a ajuda de muitos amigos que trabalham na área de marketing. A partir daí, descobrir o que é ser um influenciador de nicho, quais eram seus pontos fortes e fracos e o que poderia fazer para manter a autenticidade do seu trabalho foi um processo incrível, e foi acontecendo de forma natural.

“Tive muitos amigos da área de marketing que me direcionaram e tenho eles como meus mentores”.

E quanto a ser uma mulher no agro, “pra mim é um privilégio”, diz Aretuza Negri com orgulho. A influencer não enfrentou muitas dificuldades, pois já cresceu inserida nesse meio. Seu pai, Jorge Negri, atuou no setor sucroenergético por mais de 40 anos, e ela, junto com seu irmão, sempre que possível o acompanhavam.

Mas os desafios também surgiram

A vida de um influencer não é só flores. Principalmente no agronegócio, essa atividade é muito nova. Faz pouquíssimo tempo que se fala no termo AgroInfluencer. Então, fazer com que as empresas e as pessoas entendam que isso se trata de um trabalho é um grande desafio.

Ainda existe a ideia de que o influencer faz isso por hobby, mas produzir conteúdo e estar presente em eventos são atividades que exigem investimento, e muitas vezes temos que deixar nosso trabalho, seja ele qual for, para atender uma demanda.

“Fazer com que as pessoas e empresas entendam que isso é um trabalho é um desafio muito grande”.

A tecnologia é o futuro do campo

Quando perguntamos qual seria a “agricultura do futuro”, Aretuza destaca o grande impacto que a agricultura causa e continuará causando em toda a cadeia de produção por meio de transformações econômicas, culturais, sociais, mercadológicas, e, principalmente, tecnológicas e ambientais.

Um dos grandes destaques reside na tecnologia no campo. Esse avanço fez com que fosse possível atingir novos patamares e trouxe muitos benefícios em relação à eficiência e produtividade de agricultores ao redor do mundo.

Segundo a influencer, “a agricultura de precisão é um bom exemplo disso, que por meio de dados específicos permite um melhor uso da terra, dos recursos naturais e recursos humanos, trazendo maior eficiência e menos custo”.

Aretuza destaca que, diante da expectativa de uma população mundial de quase 10 bilhões de pessoas até 2050, e com áreas de produção no limite, “a tecnologia será a opção para continuarmos a produzir alimentos para atender a essa demanda, em tempo hábil, com qualidade e sustentabilidade”.

O Brasil precisa avançar na comunicação

Somos um país agro, então “a mudança [na agricultura brasileira] deve ser algo constante”, pois é uma questão de evolução. Na visão de Aretuza Negri, neste momento, um aspecto que precisa ser urgentemente fortalecido é a comunicação.

Apesar de o agronegócio ser um dos pilares da economia nacional, muitos consumidores não sabem como funciona o processo logístico que faz o alimento chegar à sua mesa. Muitos resumem o agronegócio a algo que acontece dentro da porteira — e isso é reflexo de uma comunicação falha.

“Muitos consumidores não sabem como é o processo para o alimento chegar na mesa, e acham o agronegócio se resume em algo que acontece dentro da porteira e isso é reflexo de uma comunicação falha.”

Nas próprias redes sociais existem grupos que buscam disseminar boas práticas no agro e combater fake news, como a @ligadoagro, mas, em contrapartida, temos figuras de grande influência passando informações incoerentes em relação ao setor e causando grande impacto, infelizmente de forma negativa.

Além disso, o brasileiro precisa aprender a valorizar a agricultura do nosso país. A maior parte da população, geralmente nos grandes centros, não dá atenção à importância do agro no Brasil e seu impacto em todos os aspectos. Muitas vezes se valoriza o que vem de fora do país, ao passo que a nossa agricultura tem muito a oferecer.

“Conheci a verdadeira essência da Jacto: as pessoas”

Aretuza Negri sempre teve contato com a Jacto, como uma empresa de maquinário agrícola. Mas esse relacionamento chegou a um novo patamar no evento Jacto Talks, em que ela conheceu a verdadeira essência de uma companhia “que se preocupa mais com o seu capital humano do que qualquer outra coisa. É uma empresa que está à frente do seu tempo”, diz a influencer.

E ela ainda acrescenta que “Shunji Nishimura — fundador da Jacto — era um homem, que além das máquinas, entendia de gente! Ele construiu muito mais que uma empresa; ele criou um ambiente em que os colaboradores atuam de corpo, alma e coração”.

“Shunji Nishimura criou um ambiente em que os colaboradores atuam de corpo, alma e coração”.

No primeiro ano, a AgroInfluencer conquistou mais de 19 mil seguidores, e hoje já chega a quase 30 mil. E essa influencer ainda vai impactar a vida de muita gente. Esperamos que essa as palavras Aretuza Negri tenham inspirado você a continuar a investindo no futuro do agronegócio brasileiro!

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