Bicos plásticos vs bicos cerâmicos: quando usar cada um nas máquinas?

Bicos plásticos vs bicos cerâmicos: quando usar cada um nas máquinas?

As técnicas de pulverização evoluíram ao longo do tempo. Desde os métodos mais primários com o uso de panos, escovas, vassouras e espanadores (processo conhecido como benzedura), o avanço tecnológico trouxe novas ferramentas que tornam a operação mais segura, rápida e eficiente. Entre os principais instrumentos utilizados hoje estão os bicos de pulverização. Mas quais usar: bicos plásticos ou bicos cerâmicos?

Essa escolha pode fazer uma grande diferença tanto no resultado final da pulverização quanto nos custos envolvidos. Por isso, preparamos este artigo para você conhecer melhor as características desses materiais e saber qual usar na sua lavoura. Acompanhe!

Para que servem os bicos plásticos?

Esses compostos plásticos são feitos de polímeros de alta resistência a desgastes ou escoriações. Para que sua construção seja correta e eles garantam boa distribuição e vazão, é necessário usar moldes precisos na fabricação. Mesmo assim, o material permite que os custos de aquisição sejam mais acessíveis que os modelos em cerâmica e inox.

Ao mesmo tempo, bicos de plástico estão mais propensos a danos do que os de cerâmica. Apesar disso, com o avanço da tecnologia, o polímero é capaz de durar tanto ou mais tempo do que os fabricados de aço inox, o que significa que sua vida útil é bem aceitável.

E os bicos cerâmicos?

Os bicos cerâmicos são os mais resistentes, ou seja, têm a maior durabilidade. Eles são compostos de óxido de alumínio, um material altamente resistente à abrasão. Em bicos de qualidade, será encontrado em sua construção cerca de 99% de alumina, composto que resulta em sua dureza.

Exatamente por essas características, os cerâmicos são mais caros, porém, mantêm seu desempenho de pulverização em longo prazo.

Quais são as principais diferenças entre os dois?

Como vimos, as principais diferenças estão relacionadas à durabilidade e ao custo. Continue lendo e entenda melhor como isso se aplica.

Durabilidade

Por causa dos materiais usados, os bicos cerâmicos são os mais resistentes do mercado. São, inclusive, mais duráveis que as alternativas de aço inox e latão. Por esse motivo, quando as peças de aço, plástico e latão estão novas, elas mantêm um bom desempenho. Mas, em longo prazo, elas se desgastam e reduzem sua performance.

Para ter uma ideia da diferença entre a durabilidade desses materiais:

  • o plástico e o inox podem ter uma vida útil 6 vezes superior ao latão;
  • a cerâmica pode ter uma durabilidade de 20 a 50 vezes maior do que o latão.

Vale ressaltar ainda que a fragilidade (em relação à opção cerâmica) torna mais crítica a limpeza dos bicos plásticos e de aço inoxidável (por este passar por processo de usinagem). Usar materiais metálicos para desentupir, por exemplo, pode danificar os orifícios mais facilmente.

A dureza dos compostos de alumina dá à peça outras vantagens, como a resistência à pressão, sobre a qual veremos a seguir.

Pressão de trabalho

Os bicos cerâmicos resistem a grandes pressões de trabalho, chegando a 300 lbf/pol². Já os bicos de plásticos e de inox são menos resistentes, ficando em uma faixa inferior a 100 lbf/pol².

Esse fator é importante porque a pressão de trabalho impacta o tamanho da gota e o volume da aplicação, aspectos fundamentais para ajustar os parâmetros de pulverização conforme o alvo desejado.

Custos

Os custos com os bicos plásticos são bem menores. Como seu processo de fabricação é mais simplificado e os compostos tem um custo menor, o preço final acaba sendo mais acessível para o produtor. No entanto, é necessário levar em conta os custos em longo prazo, uma vez que materiais plásticos têm uma vida útil menor e precisarão ser substituídos mais rapidamente quando comparados com a cerâmica.

Quando eles devem ser usados?

A escolha do material certo para os bicos de pulverização vai depender do produto que será aplicado e da durabilidade que você pretende obter. Em relação às vantagens, materiais mais resistentes, como a cerâmica, são geralmente os mais indicados, pois seu uso é mais abrangente. Em longo prazo, eles têm um melhor custo-benefício, apesar de a despesa inicial ser maior.

Por exemplo, em culturas em que serão usados produtos mais abrasivos, bicos cerâmicos são mais indicados. Eles também são mais recomendados para pulverizadores que serão utilizados com uma frequência maior e com pressões de trabalho mais altas.

Mas de uma diretriz básica é importante você se lembrar: materiais mais resistentes conservam por mais tempo as características de pulverização, como distribuição, tamanho da gota e vazão.

Por outro lado, se o agricultor trabalha com uma baixa frequência nas operações de pulverização, em baixa pressão e por períodos mais curtos, os bicos plásticos podem ser considerados.

E vale um aviso importante: não é recomendado misturar bicos de materiais diferentes, para não comprometer os resultados.

O que pode ajudar a fazer a melhor escolha na lavoura?

Para que a pulverização seja realmente eficiente, é fundamental levar em conta outros fatores na escolha dos bicos, como o tipo de produto aplicado, o vento e outras condições climáticas. Então, a configuração vai além do material escolhido. É necessário analisar a direção dos jatos, pressão, taxa, classe das gotas etc.

Para tomar a melhor decisão, você pode lançar mão da tecnologia. Uma das ferramentas inovadoras nesse sentido é o aplicativo SmartSelector, que avalia as condições meteorológicas, a temperatura, a umidade, entre outros fatores, e define o(s) bico(s) mais apropriado(s).

O recurso funciona automaticamente em equipamentos com sistemas de telemetria e pode ser gerenciado por meio de um aplicativo, disponível para as plataformas Windows, Android e iOS.

Ao abrir a aplicação, você terá uma lista com cinco opções a serem avaliadas:

  • equipamento;
  • produto;
  • umidade do ar;
  • velocidade de aplicação;
  • velocidade do vento.

Assim, além do material a ser usado, você saberá que tipo de bico é o mais adequado às condições climáticas, ao produto e à máquina. Isso reduzirá problemas com deriva e tornará a operação mais eficiente, acertando em cheio no alvo desejado.

Bicos plásticos ou bicos cerâmicos? A escolha do material certo afeta diretamente a eficiência da pulverização. Além disso, a vida útil dos materiais, a pressão de trabalho e os custos também são fatores de impacto e que podem determinar o desempenho financeiro do negócio. Então, leve em conta todas essas variáveis e use a ferramenta certa para escolher o bico ideal para a sua lavoura.

Gostou das dicas? Quer saber mais sobre como aprimorar a pulverização da sua lavoura? Então, entre em contato conosco e teremos o prazer de ajudá-lo a otimizar sua produção!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This