Descubra 6 formas alternativas para o controle de pragas na lavoura

Descubra 6 formas alternativas para o controle de pragas na lavoura

O ataque de pragas na lavoura, de insetos, fungos e outros organismos nocivos, são capazes de trazer grandes prejuízos ao produtor rural.

Em tais casos, geralmente o agricultor recorre unicamente a defensivos agrícolas. Apesar de sua eficiência comprovada, existem hoje diversas formas alternativas para o controle de pragas na lavoura.

Preparamos este post para mostrar a você quais são essas técnicas que complementam os métodos tradicionais e trazem vantagens tanto ao empreendedor quanto ao consumidor final. Confira!

Como você faz o controle de pragas hoje?

A técnica mais comum e conhecida hoje é o controle químico. De fato, os defensivos agrícolas são produtos muito eficazes e importantes para o controle de pragas, especialmente quando o agente nocivo já está presente na lavoura. São produtos que exigem obediência a diversas normas e regras, como a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e o respeito a períodos de carência.

No entanto, o uso excessivo e inadequado de defensivos agrícolas tem preocupado muitos agricultores e pesquisadores, uma vez que o controle de pragas, plantas invasoras e doenças na lavoura está se tornando cada vez mais difícil. Pulverizações repetidas sem o devido monitoramento e controle podem resultar na seleção de organismos resistentes a esses produtos. O resultado inevitável é o aumento dos custos da produção e, em casos mais graves, perda de toda a plantação.

Por esse motivo, diversas formas alternativas para o controle de pragas na lavoura têm sido desenvolvidas e aplicadas no campo para complementar e reduzir o uso de defensivos, trazendo resultados animadores para agricultores. Então vamos falar sobre essas iniciativas!

Quais métodos alternativos podem ajudar no controle de pragas?

1. Novas tecnologias de aplicação

Ao realizar a pulverização, é muito difícil conseguir depositar todo o produto unicamente no alvo. Muitas vezes, parte do defensivo se perde por causa da deriva, da evaporação ou por atingir uma superfície indesejada. Com isso, reduz-se a quantidade de produto no alvo.

As tecnologias que vem a bordo de equipamentos agrícolas têm como objetivo inicial aprimorar e tornar mais eficiente a aplicação de defensivos, reduzindo ao máximo as perdas e dosando na medida certa a quantidade de produto utilizado.

Sistemas de telemetria, por exemplo, são capazes de calcular a dose e volume de produtos aplicados com base em dados retirados do clima — como níveis de temperatura e umidade —, do maquinário e das condições do solo, realizando também um diagnóstico completo da lavoura a fim de otimizar as operações e torná-las mais eficazes. Com isso, a telemetria contribui para o aumento da produtividade e a redução de custos entre de 3% a 15%!

Esses recursos fazem parte da agricultura de precisão — um conjunto de tecnologias e técnicas utilizadas para registrar e analisar dados de modo sistemático sobre os diversos fatores que podem influenciar a produção. Informações sobre as variações do clima, volumes de produção, perdas da safra e despesas com defensivos agrícolas são reunidas e avaliadas. Os resultados servem para elaborar estratégias e ações para a eliminação de desperdícios e aumentar a produtividade por hectare.

2. MIP — Manejo Integrado de Pragas

Variar o defensivo agrícola e aplicar menos são duas regras básicas do MIP — Manejo Integrado de Pragas. Essa abordagem engloba um conjunto de técnicas alternativas propostas pela comunidade científica que reduzem as pragas a níveis inofensivos para as lavouras.

As técnicas de Manejo Integrado de Pragas fornecem ao negócio uma grande economia na compra de agroquímicos, já que é possível reduzir a quantidade de aplicações por meio da análise de dados e monitoramento constante da plantação.

Um resultado adicional é que os operadores ficam menos tempo expostos aos produtos, o que contribui para preservar sua saúde e integridade. Além disso, há benefícios diretos na proteção aos recursos naturais, com solo e rios, já que as chances de contaminação ficam reduzidas.

3. Controle biológico

O controle biológico é o uso de inimigos naturais para controlar pragas agrícolas. Esses organismos benéficos podem ser insetos, predadores ou até microrganismos (como bactérias e fungos).

Eles não são nocivos à saúde ou ao meio ambiente e não deixam resíduos na lavoura. Um exemplo é o Baculovírus, que ataca a lagarta da soja. Ele pode ser dissolvido na água para ser pulverizado, e não traz riscos à saúde do homem nem contamina o solo e as fontes de água.

Ao usar um tipo de controle biológico, o produtor consegue adiar a aplicação de defensivos, já que se alcança uma boa proporcionalidade entre as populações de insetos benéficos e as pragas ― isso significa que menos intervenções serão necessárias.

4. Rotação de culturas

Quando a mesma cultura é produzida repetidamente no mesmo local (monocultura), é comum que a ocorrência e a quantidade de pragas e doenças aumentem. Por outro lado, a rotação de culturas previne a fixação e multiplicação de uma doença.

Por meio dessa técnica agrícola, o agricultor pode planejar a alternância dos tipos de vegetais cultivados no terreno. Além de controlar pragas, a prática também ajuda a preservar as boas condições físicas e bioquímicas do solo, a repor matéria orgânica e facilitar a adubação.5. Defensivos organominerais

O organominerais são fertilizantes que contêm concentrações de carbono orgânico e nutrientes benéficos para a lavoura, em quantidades que variam conforme a consistência do produto (sólido ou líquido) ou o modo como ele será aplicado. Esse material pode ser de origem vegetal, animal ou industrial. São substâncias facilmente absorvidas pelas plantas através de suas folhas, seu caule e sua raiz, melhorando processos fisiológicos, como a fotossínteses, e ativando o metabolismo.

Embora não seja diretamente uma das formas alternativas para o controle de pragas na lavoura, os organominerais nutrem as plantas de tal modo que elas tornam-se mais resistentes ao ataque de pragas e doenças. Sendo assim, será necessário um uso menor de defensivos agrícolas para garantir sua qualidade final.

6. Feromônios para atração (e eliminação) de pragas

Essa técnica consiste em utilizar feromônios para controlar pragas de insetos nas lavouras. Essa substância é um agente natural utilizado por esses organismos para se comunicarem com outros insetos da mesma espécie. Eles “transmitem” avisos diversos, como presença de predadores, demarcação de território, reprodução etc.

Por exemplo, para controlar as pragas de percevejos nas plantações de soja e arroz, a Embrapa realizou pesquisas com o macho da espécie, retirando o feromônio natural exalado pelo inseto e fabricando em laboratório. Daí são espalhados dispositivos que liberam o feromônio em armadilhas, atraindo e capturando as fêmeas.

Todas essas formas alternativas para o controle de pragas na lavoura reduzem o uso de defensivos na produção e elevam a produtividade, além de aumentar a qualidade e a segurança dos alimentos oferecidos ao consumidor final.

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