horário de pulverização

Horário de pulverização: como isso pode interferir na absorção do produto?

O guia completo das melhores práticas de adubação

Plantas daninhas, insetos, fungos e outras pragas são agentes que podem causar grandes prejuízo à lavoura. Por isso, a aplicação de defensivos agrícolas é uma importante operação para garantir a safra. E há diversos fatores que interferem nessa operação, entre eles, o horário de pulverização.

Neste post, você vai entender por que levar em conta essa variável e quais tecnologias e práticas são úteis para aprimorar o processo pulverização. Confira!

Existe um horário de pulverização mais adequado?

Sim, existe. Isso está diretamente relacionado às condições climáticas necessárias para uma melhor absorção dos produtos nas plantas. Acontece que as características do clima, como temperatura, velocidade do vento, umidade relativa do ar (URA) e até a luminosidade, influenciam na aplicação por pulverização.

Mesmo que o método ou as tecnologias adotados alcancem o máximo de cobertura da lavoura, a eficácia dos produtos ainda assim pode ficar comprometida se as condições forem inadequadas.

Normalmente, podemos considerar que a maior parte do período diurno apresenta características climáticas adversas para a pulverização. Isso porque a aplicação deve ocorrer em uma temperatura abaixo de 30°C, com velocidade do vento entre 3 e 10 km/h e umidade relativa do ar acima de 55%. Fora desses padrões, a longevidade da gota na superfície foliar é drasticamente reduzida.

Por isso, é necessário buscar um horário de pulverização que apresente condições ideias para a eficácia na aplicação. Observa-se que à noite as adversidades climáticas são menores: umidade do ar mais alta, menos rajadas de vento e temperaturas mais baixas. Portanto, nesse período, o tempo de vida da gota pulverizada nas plantas é maior, e a possibilidade de o produto alcançar o alvo biológico também é mais elevada.

Isso não quer dizer, porém, que o período noturno será sempre o horário de pulverização mais adequado em todos os locais. À noite, é possível ocorrer um fenômeno conhecido como inversão climática, que apresenta condições de aplicação igualmente prejudiciais à eficiência da pulverização.

Por isso, na grande maioria das vezes, é possível encontrar condições ideais também no início do dia e no fim da tarde. De qualquer forma, é preciso levar em conta o princípio de evitar temperaturas que superem os 30°C e umidade do ar menor que 55%.

Além disso, independentemente do horário de pulverização, a velocidade de vento pode definir se o produto alcançará o alvo ou não. Aplicar com ventos acima de 10 km/h pode causar um efeito conhecido como deriva, ou seja, o deslocamento da gota ou a evaporação até locais não desejados, o que pode provocar danos ambientais ou a lavouras próximas.

Quais são as consequências da má aplicação dos produtos?

Os danos resultantes de erros na aplicação de defensivos podem estar relacionados a diversas áreas da produção.

Perdas financeiras

Segundo dados divulgados pela Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), os custos com defensivos agrícolas chegam a representar 30% das despesas gerais da produção. Sendo assim, esses produtos constituem um alto valor de investimento para o empreendedor.

Por isso, perder produto pela má aplicação na pulverização seria o mesmo que perder dinheiro.

Menor produtividade

O investimento nesses produtos é feito com o objetivo de garantir a safra por meio do controle de pragas e de outros agentes nocivos a fim de, assim, elevar a produtividade. Quando a aplicação não apresenta o nível de eficiência esperado, os resultados da colheita também são reduzidos.

Maiores riscos ambientais

Como já dito, a aplicação inadequada também implica risco de deriva, quando a gota se dispersa e não atinge o alvo biológico. A deriva traz sérios danos ambientais, uma vez que pode contaminar regiões vizinhas, como fontes de água e lavouras sensíveis.

Por isso, é fundamental levar em conta uma série de fatores que podem interferir na eficiência da aplicação.

Quais fatores devem ser considerados para pulverização de defensivos?

Os principais aspectos que influenciam nas estratégias de pulverização de defensivos são:

  • tamanho da gota;
  • vento;
  • velocidade de aplicação;
  • distância entre o bico de pulverização e o alvo;
  • método de aplicação;
  • características do produto, como a volatilidade.

Esses fatores serão a base para o agricultor definir os equipamentos e os métodos empregados na operação.

Quais são as melhores práticas para pulverização de defensivos?

As melhores práticas visam aumentar a eficiência da pulverização e garantir a absorção do produto. Conheça algumas dessas ações.

Prover treinamento adequado

Operadores sem o devido treinamento não conseguirão aplicar corretamente os métodos, nem operar as máquinas de modo eficiente. Por isso, invista na capacitação da sua mão de obra.

Planejar o momento certo para a pulverização

Muitos agricultores não planejam corretamente o momento correto para fazer a aplicação, iniciando a operação quando o período apropriado já se esgotou. Isso abre uma janela para a instalação e propagação de pragas no talhão.

Ficar atento aos fatores climáticos

O tamanho das gotas e o volume da calda devem ser ajustados conforme as condições climáticas. É necessário levar em conta também que haverá situações em que a operação precisa ser adiada devido a restrições do clima.

No geral, usam-se gotas mais finas e volumes baixos em condições climáticas mais favoráveis — por exemplo, em temperaturas baixas, ventos de até 10 km/h e umidade alta. Em condições mais adversas, com temperaturas elevadas, baixa umidade e rajadas de vento, o ideal é ajustar para gotas médias e um volume de calda maior.

Por isso, muitos agricultores têm optado por realizar as aplicações de defensivos em períodos noturnos, uma vez que normalmente as temperaturas amenas desse horário formam condições mais adequadas para uma boa pulverização. De qualquer forma, as características de cada tipo de produto devem ser respeitadas.

Quais recursos auxiliam na aplicação dos produtos?

A agricultura de precisão tem trazido diversos recursos que auxiliam o agricultor a encontrar as melhores condições para a aplicação de produtos, além de prover máquinas que tornam as operações ainda mais eficientes. Conheça algumas dessas tecnologias.

GPS

Ao adotar o GPS em máquinas agrícolas é possível definir um mapa da área de produção com informações georreferenciadas sobre o solo, o clima, o monitoramento da aplicação de defensivos e as ocorrências de pragas no talhão. Esse histórico constitui um valioso ativo para a tomada de decisões.

Além disso, o GPS representa a base de funcionamento para diversas outras tecnologias agregadas aos pulverizadores agrícolas, como veremos a seguir.

Controle de bordadura

Por meio do posicionamento georreferenciado, é possível marcar quais áreas já foram tratadas e evitar a sobreposição de produtos. Isso evita perdas de produtos e aplicação em áreas indesejadas.

Controle bico a bico

O controle automático bico a bico presente em máquinas agrícolas mais modernas controlam a abertura e o fechamento de cada ponta de pulverização de modo eletrônico. Isso permite, por exemplo, que bicos que saiam da área de aplicação sejam automaticamente fechados.

Omni 700

O Omni 700 é um dispositivo que reúne as tecnologias listadas anteriormente. O sistema é integrado ao aplicativo OtmisNET, disponível para dispositivos Android e iOS.

Esse app é instalado no smartphone do gestor e emite alertas referentes às condições climáticas, como umidade relativa do ar e temperatura, além de dados sobre a máquina. Dessa forma, é possível controlar toda a operação remotamente, garantindo que a pulverização ocorra sempre nas melhores condições possíveis.

Outra tecnologia agregada ao Omni 700 é o piloto automático. Esse recurso auxilia o operador na condução do veículo e permite que o horário de pulverização seja mais flexível, inclusive em períodos noturnos, já que o problema da baixa visibilidade não será um grande obstáculo.

Tanto na escolha do horário de pulverização quanto dos métodos adotados, é importante que o agricultor leve em conta as necessidades da sua lavoura e as especificações de cada produto. Nessa estratégia, as condições climáticas são um dos fatores mais importantes a serem considerados. Seguindo as melhores práticas, a operação certamente será um sucesso.

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4 Comentários

  1. Gostaria de saber qual o bico leque e cone vai melhor no pulverizador advance com velocidade de 9 km/hora, vazão 100 l/há?

  2. Preciso saber quantos minutos o defensivo demora pra ser absorvido pela herva daninha. Comprei um jacto de barra pra melhorar o desempenho da aplicação dos herbicidas. Sou de Juara-MT

    1. Olá Rosângela, tudo bem? Nossa equipe vai poder te ajudar melhor com esse assunto, é só entrar em contato através desse WhatsApp aqui: https://midi.as/K4_2. 😉🤠

  3. Posso aplicar Handap na época de frio? Hoje a temperatura tá 9°.

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