Tecnologias nas máquinas agrícolas

Como o desenvolvimento de tecnologias nas máquinas agrícolas colabora para a agricultura mais sustentável

Algumas décadas atrás, produtores rurais tomavam decisões baseadas em experiências, conhecimento adquirido, recomendações de profissionais e observações. 

As máquinas agrícolas eram básicas e não contavam com todas as tecnologias digitais que estão disponíveis hoje no mercado, dificultando que o produtor rural da época alcançasse altos níveis de produtividade. Alguns alcançavam, mas eram raras exceções. 

Com o avanço dos maquinários, das possibilidades de incluir sensores, colher dados, conectar os equipamentos a internet e poder acompanhar seus desempenhos em tempo real, tudo mudou! Cada gota, cada semente, cada trato na terra e todo processo produtivo podem ser rastreados. 

Por conta dessa observação mais detalhada, além de oferecer uma produção mais dinâmica, as tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas colaboram grandemente com a preservação ambiental e com o desenvolvimento sustentável, além de proporcionar melhoria da qualidade do trabalho e segurança dos trabalhadores.

Adequação de equipamentos manteve viabilidade da citricultura 

A Jacto participou ao longo de 12 anos de uma pesquisa liderada pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC) em parceria com o Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura. 

Os pesquisadores estavam procurando soluções para diminuir o consumo de água no tratamento do ácaro da leprose dos citros – então principal praga da cultura -. No início da década de 2000, a tecnologia existente demandava consumo médio entre 10 e 12 mil litros por hectare, para uma população em torno de 200 plantas por hectare, o que estava tornando a citricultura uma atividade economicamente inviável.

Ao final dos experimentos, a média de consumo de água nas aplicações de defensivos agrícolas nos pomares caiu para 2 mil a 4 mil litros por hectare e houve aumento da cobertura da população de plantas tratadas, que saltou de 200 para 600 por hectare. 

Essa economia significativa do uso da água se deu graças ao aprimoramento de vários recursos, como a cortina de ar, número de bicos, tamanho de gotas e velocidade de deslocamento, além do desenvolvimento de novas tecnologias como Spot Spray e sensor Master Flow. 

Foram anos de tentativa e erro, de pesquisas de equipamentos, desenvolvimento de protótipos e milhares de testes para se alcançar o resultado que vemos hoje nos pomares.

Tecnologias a favor do meio ambiente

Outra tecnologia que vem chamando a atenção pela sua eficiência em diminuir o uso de água em pulverizadores é o EletroVortex. Composta pelo carregamento eletrostático mais a assistência de ar, essa tecnologia possibilita que as gotas de pulverização atinjam o alvo com mais eficiência e uma taxa de aplicação menor. Com isso reduz-se o volume de água requerido na aplicação por hectare, aumenta-se o rendimento operacional e causa-se menos paradas para abastecimento de calda.

Quando o assunto é o desperdício de insumos, outras tecnologias em pulverizadores também se destacam: o controle de abertura e fechamento automático bico-a-bico e o controle automático de seções, em que a pulverização é ligada e desligada automaticamente ao entrar na área e ao sair do talhão ao passar em algum ponto onde já houve uma aplicação.

Com essas tecnologias, a redução de sobreposição de área já tratada pode chegar em 50%, com redução de até 10% dos custos atuais em defensivos agrícolas.

Uso de herbicidas de forma certeira e sustentável

O papel dos herbicidas é controlar ervas daninhas. Máquinas com pouca tecnologia, aplicam a substância no talhão todo, mesmo que a concentração dessas ervas seja baixa. 

A tecnologia Spot Spray foi desenvolvida para considerar a variabilidade na aplicação do produto, sendo capaz de verificar onde tem ou não planta daninha e fazer aplicação somente quanto encontrá-la. 

Essa leitura é feita por meio de um feixe de luz emitido por um sensor óptico, que detecta onde há verde (coloração característica da clorofila da planta). Quando a planta é identificada, o sensor transmite um sinal para um bico de pulverização específico para liberar a válvula. Assim, somente a planta daninha será pulverizada, e não toda a área.

Tudo funciona de modo automático, sem a necessidade de calibração inicial. Os sensores também conseguem trabalhar de dia ou à noite com a mesma eficiência.

Adubadoras também recebem inovações constantes

Entre as adubadoras a lanço, máquinas mais modernas contam com controles para dispersar os fertilizantes em grânulos de forma mais efetiva, diminuindo consideravelmente o desperdício, com mais precisão. 

Uma dessas ferramentas é o controle de bordadura, que evita aplicar fertilizantes em áreas não desejadas, como carreadores e áreas de preservação. O sistema consiste em uma pá, com formato diferenciado para as operações que não estão no centro do talhão. 

Outra ferramenta é o sistema Precision Way, utilizado para controlar a dosagem, ponto de queda do fertilizante nos discos e formato das pás, permitindo distribuir os insumos na dose certa, em ampla faixa, com qualidade e uniformidade. A faixa de aplicação é regulada facilmente através de um sistema automático. 

Quanto maior a faixa de aplicação, aliás, menos vezes é preciso passar com a máquina no talhão, gerando um rendimento operacional maior, diminuindo o consumo de combustível e o amassamento da cultura, ajudando o meio ambiente e também a desenvolver plantas mais saudáveis, com maior enraizamento em solo menos compactado.

A mesma premissa é válida para as barras de pulverização. Quanto maiores e mais bicos disponíveis, menos vezes o pulverizador precisa trafegar sobre o talhão.  

Saiba mais: como a adubação do solo se relaciona com a sustentabilidade no campo? (https://blog.jacto.com.br/sustentabilidade-no-campo/)

Baixo consumo de combustível é igual a menor geração de gás carbônico

Outra grande preocupação com as máquinas agrícolas é com relação à emissão de gás carbônico na atmosfera e a necessidade de diminuir o consumo de combustível das máquinas. 

Desde 2017, todo o portfólio de pulverizadores automotrizes e colhedoras Jacto entraram em conformidade com a fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) MAR-1, que estabelece limites de emissões de gases poluentes para máquinas agrícolas e rodoviárias. 

Entretanto, mesmo sendo uma lei, nosso desafio é diminuir cada vez mais as emissões. Basicamente, essa diminuição ocorre quando a máquina é mais leve, exigindo menos dos motores, que podem trabalhar em uma rotação mais baixa, para fazer o trabalho ao mesmo tempo em que carrega os insumos. 

A equipe de engenharia pesquisa materiais mais leves, que também precisam ser ao mesmo tempo resistentes; calculam a distribuição do peso entre as partes traseiras e dianteiras para não sobrecarregar a transmissão e consequentemente, exigir menos dos motores. 

A equipe de Pesquisa e Desenvolvimento não para e há sempre a apresentação de novas tecnologias. É o caso do sistema de transmissão híbrido, apresentado na plantadeira Uniport Planter 500. É um motor a diesel com gerador acoplado, que aciona os motores elétricos montados um em cada uma das quatro rodas, de forma independente. 

Este conjunto de elementos permite um consumo de combustível mais baixo quando comparado com outras máquinas movidas exclusivamente com combustível, assegurando um plantio mais sustentável e com menos paradas para abastecimento.

Assista a apresentação da Uniport Planter 500 e entenda de forma ilustrada os benefícios da transmissão híbrida:

Agricultura de Precisão acessível a todos

Uma produção mais sustentável deve ser acessível não somente para os grandes produtores rurais que tem mais capacidade em investir em tecnologias, ferramentas e máquinas. Mas também aos produtores rurais que atuam em médias e pequenas propriedades.

Por isso, a Jacto também tem em seu radar desenvolver tecnologias que sejam acessíveis para serem utilizadas pelas máquinas de porte menor, como os pulverizadores tratorizados ou mesmo portáteis. 

É o caso do sistema de pulverização Multicontrol, equipado com o conjunto Omni 700, que reúne as principais funções de agricultura de precisão, como barra de luzes, piloto automático e controle automático de seções.

O sistema facilita a operação de pulverização, evitando falhas e sobreposições de produtos, uma vez que possui maior precisão entre as passadas na lavoura e possibilita também a utilização do corte automático de seções, tecnologia que cessa automaticamente a pulverização quando o equipamento passa em um local que já foi pulverizado, evitando desperdício de produto e proporcionando um cuidado maior com o meio ambiente.

Quer entender melhor? Assista o vídeo do Condor 800 AM18:

A inovação é levada também para equipamentos menores, que podem ser acessíveis aos pequenos produtores rurais. Por exemplo, o pulverizador e dosador costal Jacto DJB-20s movido a bateria e que é totalmente programável e controlado por bluetooth a partir de um aplicativo em celular. 

Além de toda a eficiência para aplicação de insumos, uma vez que o operador consegue configurar toda a jornada, padronizando as dosagens, pressão e vazão do produto a ser aplicado, e selecionar o tipo de aplicação considerando o espaçamento entre as plantas. Ao final do trabalho é gerado um relatório com informações da operação, similar aos serviços de telemetria que são oferecidos nas grandes máquinas, ajudando na rastreabilidade de todo o processo produtivo.

Saiba como a tecnologia está também nos pulverizadores costais da Jacto:

Enfim, as empresas que desenvolvem máquinas agrícolas estão investindo consideravelmente em Pesquisa e Desenvolvimento para aprimorar ferramentas, apresentar novas tecnologias e soluções para colaborar com a produção agrícola sustentável. 

Existe uma forte cobrança mundial aos países como o Brasil que tem a agricultura como um dos carros chefes da economia. Países consumidores precisam de mais alimento, exigem que sejam seguros, rastreáveis e que o meio ambiente seja respeitado. 

A sustentabilidade da produção, aliás, é uma premissa para qualquer produtor agrícola que pretende se manter no campo ainda por muitos anos. E para estas pessoas, os desafios postos à agricultura só serão superados com a adoção de tecnologias modernas. 

A Jacto entende esse contexto e desde que foi fundada, oferece tecnologias e inovações para todos os segmentos agrícolas. Conheça um pouco mais da nossa contribuição para o desenvolvimento sustentável da agricultura clicando aqui.

Compartilhe !

Quer ainda mais dicas? Cadastre-se agora para receber nossa newsletter!

receba nossos conteúdos exclusivos gratuitamente por email!

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.