Como a adubação colabora para a sustentabilidade no campo? Entenda

Como a adubação colabora para a sustentabilidade no campo? Entenda

Uma grande preocupação dos especialistas do agronegócio é aumentar a produção de alimentos para atender à crescente demanda e, ao mesmo tempo, conservar os recursos naturais. Nesse contexto, uma das operações agrícolas que se destaca é a adubação. Mas qual a relação entre sustentabilidade no campo e a inserção de nutrientes no solo?

Tanto a produção de alimentos quanto a atividade de produção animal e geração de energia geram resíduos. Quando esses materiais são descartados de forma inadequada, há o grande risco de contaminação. Assim, é preciso prevenir esse quadro.

Por isso, neste artigo, vamos mostrar como a tecnologia tem sido uma grande aliada do produtor rural e da sustentabilidade por reduzir os impactos ambientais da produção agrícola. Continue a leitura e saiba mais!

A relação da sustentabilidade no campo com a adubação do solo

Em primeiro lugar, é importante entender o que é adubação do solo. Essa operação, também conhecida como fertilização, tem como objetivo inserir nutrientes no solo para que a planta possa usar conforme suas necessidades.

A adubação é o início do ciclo de implementação de qualquer cultura. É preciso enxergar o solo como um reservatório de nutrientes, que pode gradualmente perder sua força. A adubação vai repor isso, além de tornar os atributos físicos do solo mais adequados ao plantio.

Acontece que, no momento da adubação, é preciso ter o cuidado de não jogar o produto fora da lavoura, aplicar em excesso ou deixar sobrar material. Em todos esses casos, pode haver riscos ambientais. Como assim?

Se o produto é lançado fora da área de bordadura, o fertilizante pode cair em áreas de reserva ambiental, o que seria impróprio. Caso haja excessos na aplicação, o produto pode agitar um lençol freático, causando contaminação. E mesmo que sobre material, o problema será o descarte — e isso se reflete em desperdício de recursos.

A importância de produzir de forma sustentável

Um conhecido relatório da ONU afirma que a população mundial deve ultrapassar 9,7 bilhões de pessoas até 2050. Isso gera grandes preocupações em relação à capacidade de produzirmos alimentos para todos. Além disso, a demanda por recursos naturais, como energia e água, também será maior. E precisamos acrescentar a esse cenário a maneira ainda incerta como as mudanças climáticas afetarão os meios de produção.

Dentro dessa discussão, entra a temática sobre agricultura sustentável, um movimento que abrange uma série de conceitos e técnicas de cultivo. A agricultura orgânica é uma delas. Ela promove a ideia de aumentar a produtividade reduzindo a dependência de produtos inorgânicos, sejam fertilizantes, sejam defensivos.

A agricultura orgânica, porém, enfrenta muitos desafios. Por exemplo, a prática pode ser inviável em uma grande área de produção. Além disso, o processo de decomposição e liberação é lento, sendo pouco viável para produtores que precisam de respostas mais imediatas. Nesse caso, muitos tentam o manejo, quando grande área é divida em vários talhões e, em alguns deles, aplica-se o adubo orgânico.

Considerando esses aspectos, surge no mercado o adubo organomineral. Entenda melhor as características desse produto.

O adubo organomineral

O adubo organomineral é resultado de uma mistura de diferentes materiais orgânicos e a complementação de fontes minerais. Além de nutrir o solo, ele é capaz de promover a proliferação de microrganismos e reestruturação física do solo, facilitando a absorção de nutrientes pelas plantas.

Ele é produzido primeiro pela compostagem dos materiais orgânicos e depois pelo balanceamento conforme as necessidades nutricionais da cultura. Com o tempo, essa prática tende a reduzir a necessidade de adubação do talhão, uma vez que o solo literalmente ganha vida.

A fonte de adubos organominerais pode vir de matéria-prima de resíduos agroindustriais. Eles se tornam compostagem para formarem um adubo de alta eficiência. São capazes de prover à planta os macro e micronutrientes necessários, além de fornecer a matéria orgânica que vai reestruturar o solo física e biologicamente.

Essa associação entre fertilizantes orgânicos e minerais traz muitas vantagens produtivas e econômicas para o produtor. Por exemplo, eles são liberados de forma gradual, mais lentamente do que os minerais, porém, não tão devagar quanto os modelos. Dessa forma, evitam a perda de nutrientes, seja por lixiviação, seja por volatilização.

Dentro de uma visão mais sustentável, o tratamento do solo por meio de organominerais visa a construção de uma base produtiva em longo prazo.

O papel da tecnologia

Além dos adubos organominerais, a tecnologia também pode promover a sustentabilidade no campo. Existem adubadoras modernas e sistemas de gestão do patrimônio rural que permitem maior eficiência na aplicação de fertilizantes. Assim, para aumentar a produtividade, a ideia não é abrir novas áreas de cultivo, mas sim a produtividade de lavouras já existentes.

Muitas dessas tecnologias fazem parte do arsenal da agricultura de precisão, com equipamentos e recursos, como mapas de fertilidade para aplicar em dose variável e GPS para coletar dados. Algumas das ferramentas que embarcam algumas das máquinas mais modernas são:

  • precision way — precisão e qualidade na distribuição e dosagem de produtos, como fertilizantes e corretivos;
  • Smartset — software que conta com um banco de dados com vários ajustes nos equipamentos, para garantir mais agilidade e qualidade na configuração da faixa de aplicação;
  • controle de bordadura — assegura que o produto não será aplicado para fora da área demarcada, fornecendo assim maior qualidade nas bordaduras, sem falar na redução do impacto ambiental e economia de produtos;
  • controle automático de 12 seções — a faixa em que os produtos serão aplicados são divididos em 12 seções. O software abre e fecha cada seção conforme a sobreposição. Isso reduz em até 15% o consumo de fertilizantes;
  • OTMIS — refere-se a um conjunto de soluções ligadas à agricultura de precisão. Estão incluídas as seguintes funções: controle de dose variável; piloto automático, mapas de aplicação, entre outros.

As tecnologias de aplicação vieram para ajudar o produtor em suas práticas sustentáveis na agricultura. Fornecem muito mais precisão nas atividades, dando base para o empreendedor rural tomar decisões acertadas sobre sua lavoura.

Como vimos, para garantir a sustentabilidade no campo, é importante que o produtor rural invista não somente em tecnologias de aplicação, mas também dê preferência a soluções sustentáveis, como os adubos orgânicos e organominerais. Dessa forma, estará não apenas cuidando do solo, mas também reconstruindo positivamente a ideia da agricultura.

Gostou das nossas dicas? Aqui no blog sempre produzimos conteúdos que possam ajudá-lo a aplicar soluções mais sustentáveis na sua produção. Assine nossa newsletter e fique por dentro das nossas novas postagens!

Compartilhe !

Quer ainda mais dicas? Cadastre-se agora para receber nossa newsletter!

receba nossos conteúdos exclusivos gratuitamente por email!

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.