Como a Agricultura de Precisão melhora o plantio do milho?
Resumo:
Esse artigo apresenta como a agricultura de precisão no plantio do milho melhora a qualidade da operação e a produtividade da lavoura por meio do uso de dados, automação e mapas de recomendação. O texto aborda desde o planejamento pré-plantio com zonas de manejo até a execução no campo com tecnologias como semeadura e adubação em taxa variável, controle automático de seções, monitoramento em tempo real, compensação de curva e correção de sinais GPS.
Principais pontos:
- Planejamento do plantio de milho
- Agricultura de Precisão e a exatidão na distribuição das sementes
- Taxa variável de sementes e fertilizantes
- Monitoramento de plantio
- Controle automático de seções
- Compensação de curva
- Correção de sinais GPS disponíveis
O plantio é uma das etapas mais importantes para a lavoura do milho, uma vez que a distribuição das sementes vai influenciar diretamente no desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.
Porém, no dia a dia, o produtor encontra condições do solo e o potencial produtivo variáveis dentro de um mesmo talhão. Por isso, aplicar a mesma estratégia em toda área nem sempre representa o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
É aqui que entra a Agricultura de Precisão. As tecnologias permitem identificar essas diferenças e utilizar dados, sistema de orientação, sensores e automação para tornar o plantio mais preciso.
Com recursos como controle de linhas e seções, piloto automático, desligamento automático de linhas, é possível ajustar a população de sementes, melhorar a distribuição e reduzir falhas e sobreposições durante a operação.
Planejamento do plantio de milho
A Agricultura de Precisão começa antes de a plantadeira entrar no campo, uma vez que o produtor precisa conhecer primeiro a variabilidade existente na área para traçar uma estratégia de manejo coerente.
Mapas de fertilidade, produtividade, relevo e características do solo são primordiais nesta primeira etapa, pois ajudam a identificar regiões com diferentes condições dentro de um mesmo talhão.
Essas informações podem ser obtidas a partir de amostragens georreferenciadas, sensores, imagens e dados registrados durante operações em safras anteriores.
Ao serem combinados e sobrepostos, esses dados serão utilizados para a elaboração de mapas de recomendação, que vão indicar como determinados insumos ou parâmetros de operação devem variar em cada parte do terreno.
No plantio de milho, essa estratégia pode orientar principalmente a definição da população das plantas. Em vez de trabalhar com uma única taxa de sementes para todo o talhão, o produtor pode estabelecer diferentes taxas conforme as características de cada área.
O planejamento também contribui para organizar a operação e antecipar decisões sobre insumos, máquinas e condições de trabalho. Dessa forma, os dados coletados no campo deixam de ser apenas registros e passam a apoiar decisões práticas.
Agricultura de Precisão e a exatidão na distribuição das sementes
A Agricultura de Precisão no plantio de milho não se resume a definir a distribuição de sementes por hectare, mas também garante que elas sejam depositadas de maneira uniforme ao longo da linha.
Quantidade de sementes, espaçamento, ocorrência de falhas e duplas e uniformidade da profundidade da deposição são fatores que estão relacionados à plantabilidade, conceito que representa a qualidade da operação de plantio.
É nesse ponto que a Agricultura de Precisão no plantio do milho pode contribuir para melhorar a plantabilidade. Por meio de sensores, sistemas de dosagem e recursos de monitoramento, a tecnologia permite acompanhar o que está acontecendo durante a operação.
Taxa variável de sementes e fertilizantes
No plantio de milho, a definição da quantidade de sementes por área deve considerar características como potencial produtivo, disponibilidade de água, fertilidade e condições de solo.
Quando essas diferenças são identificadas, a plantadeira pode receber as informações e alterar a taxa de distribuição de sementes durante a operação. Esse processo é conhecido como semeadura em taxa variável.
A quantidade de sementes em cada área precisa considerar também o desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo. Uma distribuição excessivamente adensada pode aumentar a competição entre plantas por recursos como água, luz e nutrientes, além de influenciar o desenvolvimento das raízes e a arquitetura do dossel.
Além disso, o espaçamento muito pequeno entre as plantas pode interferir em outras operações do ciclo produtivo, como a pulverização. Em determinadas condições, uma população elevada pode dificultar a penetração e a distribuição de gotas de pulverização no interior do dossel, reduzindo o alcance do produto sobre alvos localizados entre ou abaixo das folhas.
O principal benefício da semeadura em taxa variável está em adequar a população de plantas às condições identificadas em cada área do talhão.
Além das sementes, plantadeiras mais modernas também permitem trabalhar com adubação em taxa variável. É o caso, por exemplo da plantadeira Lumina 300, da Jacto, que conta com tecnologia de corte linha a linha das sementes e de fertilizantes, taxa variável e compensação da população de sementes em curvas, permitindo que diferentes áreas recebam doses distintas de fertilizantes, seguindo também os mapas de recomendações.
Na prática, a Agricultura de Precisão conecta três etapas: a coleta e análise de dados, a elaboração do mapa de recomendação e a execução da operação em si. Porém, para que tudo saia conforme o planejado, além do mapa correto, a plantadeira precisa estar corretamente calibrada para interpretar e executar as diferentes taxas.
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Monitoramento de plantio
É outra possibilidade dentro da Agricultura de Precisão que permite acompanhar a operação em tempo real. Com informações sobre a distribuição das sementes e o desempenho de cada linha.
O recurso ajuda o operador a identificar falhas e outros desvios durante o plantio, dando a possibilidade de correção em tempo real.
Controle automático de seções
Com o controle automático de seções, a plantadeira utiliza a localização da máquina para identificar áreas que já foram plantadas e interrompe automaticamente a distribuição nas linhas que já receberam sementes.
Isso é especialmente relevante em cabeceiras, curvas e áreas de formato irregular. Uma vez que ajuda evitar sobreposição de sementes, excesso de população em determinadas áreas, desperdício e competição entre plantas causada por duplicidade de plantio.
Compensação de curva
A compensação de curva ajusta a distribuição de sementes entre as linhas durante as curvas. Considerando que as linhas internas percorrem uma distância menor que as externas. Dessa forma, contribui para manter a população de plantas mais uniforme também em trajetos curvos.
Correção de sinais GPS disponíveis
Utiliza sinais de correção para aumentar a precisão do posicionamento da máquina durante a operação. Com uma localização mais precisa, sistemas de orientação e controle podem executar com maior exatidão as estratégias definidas para o plantio.
Conheça as soluções da Jacto para um plantio mais eficiente:
Para o produtor, a plantadeira Meridia 200 contribui para transformar os recursos da Agricultura de Precisão em benefícios práticos no campo. A integração com tecnologias de orientação, monitoramento e automação favorece maior controle sobre a operação, melhor aproveitamento de sementes e fertilizantes e redução de falhas e sobreposições. Com isso, o plantio ganha eficiência, uniformidade e previsibilidade, ajudando a aproveitar melhor o potencial produtivo de cada área do talhão.

