Como reduzir perda na colheita? Confira 7 dicas imprescindiveis!
como reduzir perda na colheita

Confira 7 dicas imprescindíveis de como reduzir perda na colheita

Ao final de cada safra, chega o momento de colher, literalmente, os frutos de todo o trabalho e a dedicação depositados na terra. Embora seja impossível obter 100% de eficiência nesse processo, o produtor deve avaliar de perto se o rendimento está abaixo dos padrões normais e implementar mudanças para combater o desperdício. Você sabe como reduzir perda na colheita?

Além das perdas quantitativas, uma colheita mal conduzida também afeta a qualidade da produção. No caso dos grãos, as falhas nos mecanismos internos das colhedoras são responsáveis por praticamente todas as perdas ligadas a quebras ou a danos mecânicos nas sementes. Quando mais de 8% dos grãos apresentam irregularidades, o produtor amarga o prejuízo de deixar de comercializar o lote como semente. 

Dessa forma, adotar estratégias para reduzir as perdas na colheita significa preservar todo o investimento em tecnologia e o trabalho que foram aplicados no campo. Veja a lista que preparamos com 7 dicas essenciais que vão ajudar você a produzir mais e, consequentemente, a aumentar o lucro na sua atividade!

1. Invista em tecnologias de monitoramento

Estamos na era da agricultura digital. Com o uso de softwares modernos ou até mesmo com o monitoramento inteligente via satélite, é possível projetar o rendimento futuro de uma lavoura. Adotar essas tecnologias de ponta gera diversos benefícios ao produtor, incluindo:

  • localização da infestação de pragas;
  • identificação de regiões para o uso racional dos insumos;
  • determinação das áreas mais e menos férteis;
  • comparação entre cultivos passados e atuais.

Falando especificamente sobre a colheita, a tecnologia auxilia a identificar talhões em que a lavoura está no ponto ideal e por quais caminho passar. Com isso, é possível elaborar um planejamento para recolher o maior número possível de frutos e assegurar a máxima produtividade.

2. Avalie quantitativa e qualitativamente as perdas 

Se avaliarmos as lavouras de soja, por exemplo, as perdas são toleráveis até o limite de 60kg de grãos por hectare. Os principais fatores relacionados a essa perda são as características da planta e os processos de colheita, o que exige um monitoramento rápido e preciso para evitar a queda na produtividade.

O uso de ferramentas para mensurar as perdas permite interromper a colheita para identificar as causas do problema e corrigi-las, se possível. Entre as metodologias para aferir o montante de grãos que está sendo desperdiçado, podemos citar a contagem e a pesagem dos grãos, bem como o uso do copo medidor volumétrico desenvolvido pela Embrapa Soja na década de 80.

3. Treine os operadores de colhedora

Uma boa colheita é sustentada pelo tripé planta, máquina e operador. A figura humana é responsável por conduzir o equipamento para que ele desempenhe suas funções da melhor forma possível. Como em qualquer processo operado pelo homem, podem ocorrer falhas, mas o risco delas acontecerem será minimizado se houver o treinamento adequado.

A capacitação do operador de colhedora começa com a apresentação das características da cultura e passa pelo funcionamento detalhado do equipamento. Os pormenores de sistemas como corte, alimentação, limpeza e descarga são avaliados para que o profissional seja capaz de trabalhar adequadamente e resolver os problemas que venham a acontecer.

4. Faça a manutenção dos equipamentos

As peças que mais sofrem impactos são aquelas que precisam de mais atenção. No caso das colhedoras, o produtor deve ficar de olho nas regulagens da barra de corte e no alinhamento dos dedos, bem como trocar periodicamente as navalhas e realizar a lubrificação e o ajuste das peças.

A manutenção das máquinas agrícolas não deve ser vista como uma despesa, mas como um investimento para garantir o bom desempenho nas operações e a segurança dos operadores. A rotina de manutenção preventiva inclui desde inspeções diárias até intervenções profundas, sempre respeitando as especificidades de cada equipamento.

5. Atente às condições climáticas e ambientais

Como reduzir perda na colheita sem olhar a meteorologia? Ora, isso é impossível! Voltando ao exemplo da soja, rajadas fortes de vento, chuva intensa ou granizo podem levar à abertura das vagens e à queda dos grãos no solo. Esse é o pior cenário para o produtor, uma vez que pode causar a perda total da lavoura.

A umidade também é capaz de danificar os grãos. Por isso, o ideal é que a colheita seja realizada em períodos mais secos, facilitando o desempenho da colhedora. Para evitar perdas quantitativas ou qualitativas, o ideal é colher os resultados do trabalho em condições climáticas e ambientais favoráveis, estando sempre preparado para os impactos que a mudança no clima pode gerar. 

6. Atente à velocidade da máquina

Muitas vezes o desperdício é causado por falhas na velocidade do equipamento colhedor — um parâmetro que pode ser facilmente ajustado. Conduzir a máquina colhedora com muita rapidez impacta excessivamente as plantas, provocando quedas e perda de frutos no solo.

Para a soja, a velocidade ideal de colheita varia de 4,5km/h e 6,5km/h. Exceder esse limite traz como consequência a quebra das vagens, levando à queda dos grãos e à redução na eficiência do processo.

7. Tome cuidado com a propagação de plantas daninhas

A colheita deve sempre começar pelas áreas que não sofrem com a infestação de plantas daninhas. Com essa prática, o agricultor evita a disseminação de sementes invasoras que podem competir com as culturas, afetando o rendimento das safras seguintes.

As plantas daninhas que germinam, emergem e crescem no meio das lavouras prejudicam tanto a colheita manual quanto a mecanizada. Além de agredirem as mãos dos trabalhadores, algumas espécies (a corda-de-viola e a trapoeraba, por exemplo) inviabilizam o trabalho das máquinas. 

Agora você já sabe como reduzir perda na colheita, de forma a otimizar o uso dos seus investimentos e valorizar o seu trabalho. No Brasil, estima-se que a redução dos desperdícios levaria a um benefício de mais de R$ 440 milhões apenas para os produtores de soja. É ou não um bom motivo para dar uma atenção especial a esse momento tão crítico da produção?

Você ficou com alguma dúvida ou tem outra dica para compartilhar conosco? Deixe seu comentário neste post!

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