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Quando a dessecação para colheita antecipada vale a pena?

A dessecação para a pré-colheita, ou colheita antecipada, é uma prática muito usada para antecipar a retirada dos grãos na lavoura e ganhar mais em produtividade. Especialmente no caso da soja, essa prática antecipa o plantio do milho safrinha, trazendo ainda mais ganhos ao negócio.

Apesar dos benefícios, a dessecação carrega consigo alguns riscos, inclusive de perder a lavoura e futuras safras. Por isso, é fundamental se informar sobre as melhores práticas a fim de garantir bons resultados. É sobre isso que falaremos neste post. Acompanhe!

O que é e como é feita a dessecação na agricultura?

A dessecação para a pré-colheita usa um herbicida conhecido como dessecante para cumprir basicamente três objetivos:

  • controlar o desenvolvimento de plantas daninhas no talhão;
  • antecipar em cerca de três dias a uma semana a colheita;
  • uniformizar a área da lavoura.

Os dessecantes são defensivos que atuam como inibidores de processos de desenvolvimento da planta, provocando sua morte por deficiência metabólica. Por não se tratar de um herbicida seletivo, é preciso ter muito cuidado e conhecimento no seu uso.

A dessecação é muito adotada na cultura da soja, por exemplo, antecipando a colheita para o plantio do milho safrinha. No entanto, essa prática é usada também em outras lavouras, como:

  • algodão;
  • arroz;
  • aveia preta;
  • azevém;
  • batata;
  • cana-de-açúcar;
  • cevada,
  • rebrote do eucalipto;
  • feijão,
  • milho.

Entre as principais vantagens da dessecação para a colheita antecipada, estão:

  • eliminação de plantas hospedeiras de pragas;
  • auxílio à preservação da tecnologia Bt;
  • palha totalmente seca para a semeadura;
  • maior uniformidade na maturação dos grãos;
  • coleta de grãos com menos impurezas;
  • melhores preços com a oferta antecipada de grãos;
  • uniformização de retenção de hastes verdes e retenção foliar;
  • entrada do milho safrinha em uma época mais adequada;
  • sementes de maior qualidade sanitária e fisiológica;
  • facilidade no controle de daninhas ao realizar a dessecação sequencial;
  • facilidade na semeadura da cultura.

Apesar dessas enormes vantagens, é necessário um bom planejamento e tomar certos cuidados para garantir bons resultados.

Esse tipo de manejo é indicado por especialistas somente para a produção de grãos. Já na produção de sementes, a dessecação pode comprometer a qualidade do produto, diminuindo seu potencial de germinação.

Como realizar uma dessecação eficiente para colheita antecipada?

Para fazer a dessecação é preciso tomar alguns cuidados e seguir algumas recomendações. Considere as principais delas abaixo.

O momento certo

Em primeiro lugar, é bom destacar que a dessecação nunca deve ser feita antes da maturação fisiológica dos grãos. No caso da soja, por exemplo, existem alguns parâmetros para identificar isso. A fase ideal é a partir do estádio R6.5 e R7.0. A partir desse ponto, boa parte das vagens estão amareladas — cerca de 50%. Normalmente isso ocorre entre 10 e 15 dias antes da data para a colheita.

Por outro lado, não é indicado demorar para colher após a dessecação, pois pode haver ocorrências de vagens abertas, germinação ainda no pé dentro da vagem (em caso de umidade em excesso) e grãos “ardidos”.

A previsão meteorológica

Ao aplicar o dessecante na lavoura, o agricultor precisa lembrar que a planta vai morrer muito rápido. Então, o trabalho precisa ser feito com dinamismo. Para isso, é preciso estar de olho na previsão das condições climáticas. Chuvas podem atrapalhar bastante o trabalho de colheita e até ocasionar perdas na operação.

O cuidado com a deriva

Ao aplicar o dessecante é preciso tomar muito cuidado para que não haja deriva, conduzindo o produto a lavouras próximas. Lembre-se de que o herbicida não é seletivo e sua ação ocorre principalmente pelo contato.

A orientação de um profissional

Todo produtor que deseja adotar o sistema de dessecação precisa buscar e seguir orientações de um profissional agrônomo. Ele fará um diagnóstico da área, analisará as especificações do herbicida e fará uma receita adequada a cada caso. Dessa forma, será possível iniciar a dessecação e a colheita antecipada com segurança e eficiência.

A escolha do dessecante

O herbicida usado para a dessecação depende do tipo de planta daninha de maior abundância no talhão. Por exemplo, levando em conta as lavouras de soja, podemos afirmar que:

  • em ervas daninhas gramíneas, podem ser usadas herbicidas com base de Paraquat;
  • em ervas daninhas de folhas largas, recomendam-se produtos com base de Diquat.

Esses produtos são de rápida absorção (cerca de 30 minutos) e não deixam resíduos na soja.

O período de carência

O período de carência é o prazo entre a aplicação e a colheita, que fica entre sete e dez dias. Isso é importante para não haver resíduos no grão, garantindo, assim, a segurança alimentar.

Quando a dessecação vale a pena?

​Muitos agricultores têm buscado usar o sistema de produção de soja com colheita antecipada aliado ao milho safrinha. Esse tipo de manejo traz enormes vantagens econômicas para a propriedade rural. A dessecação se torna, nesse cenário, um dos principais meios de viabilizar essa estratégia: antecipam a colheita da soja e iniciam o plantio do milho logo após a dessecação.

Mas há outras vantagens. A entrada de cultivares de soja mais produtivas e precoces impôs ao produtor a necessidade de antecipar ao máximo o plantio do milho safrinha. No Sul, a antecipação deve ocorrer por causa do risco de geada na fase de enchimento de grãos do milho. No Centro-Oeste, a ideia é não estender muito além do mês de maio por causa da falta das chuvas, o que prejudicaria o mesmo estádio de desenvolvimento do milho.

Por isso, a antecipação da colheita se torna uma ação estratégica. Em contrapartida, dependendo da forma como o processo de dessecação acontece, pode haver certo impacto na qualidade das sementes. Por isso, esse processo valerá a pena se for bem orientado e se forem seguidas as melhores práticas.

Evidentemente, a colheita também pode ser feita sem a dessecação. Mas é importante que o agricultor pelo menos leve em conta os benefícios que a colheita antecipada pode trazer ao negócio. Ao mesmo tempo, que pese todos os riscos e cuidados envolvidos para a estratégia ser de fato vantajosa e conseguir trazer vantagem competitiva à propriedade.

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