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8 apostas para o mercado agrícola até 2020

O crescimento acelerado e ininterrupto da população mundial e o debate cada vez mais acalorado sobre a importância da alimentação saudável impõem, indiscutivelmente, muitos desafios ao setor agrícola. A garantia de uma produção suficiente e diversificada, o aumento do interesse pelo consumo de frutas, legumes e hortaliças e a mitigação do desperdício de produtos são apenas alguns deles.

Para superá-los, é preciso inovar, criando ou atualizando técnicas capazes de otimizar a produção e garantir mais eficiência e rentabilidade a produtores rurais. Muitas iniciativas já estão sendo tomadas nesse sentido e a proposta deste post é apresentar as principais tendências para a agricultura nos próximos anos, que prometem revolucionar os processos envolvidos na atividade agrícola do Brasil e do mundo. Confira!

1. Equipamentos autônomos

A automatização de processos, tão comum em diversas áreas de atuação empresarial, ganha cada vez mais espaço no mercado agrícola. Com o objetivo de otimizar o desempenho e proporcionar economia logística para empresários rurais, companhias de diversas partes do mundo estão investindo na construção de equipamentos autônomos, aptos a trazer para o campo maior produtividade e qualidade nas operações.

Bons exemplos dessas máquinas são os equipamentos sem cabine, guiados por sinal de GPS e controlados por meio de computadores, tablets ou smartphones. Quando fortalecerem sua operação — o que deve acontecer nos próximos anos — máquinas como essas, que têm capacidade para executar as mesmas tarefas de tratores convencionais, vão reduzir a necessidade de mão de obra qualificada e aumentar a produtividade nos campos.

2. Emprego de drones

Já pensou na possibilidade de conseguir acompanhar cada centímetro de uma plantação com facilidade? Pois saiba que essa é a principal prerrogativa do emprego de drones no âmbito da agricultura, que, sem a tecnologia, condiciona o monitoramento preciso da área plantada a um alto investimento — de tempo e dinheiro — por parte de gestores e produtores.

Os equipamentos, que já contam com modelos de preços, características e funcionalidades variadas, proporcionam uma visão completa do campo, garantindo assim mais eficácia na produção. Os drones podem ser usados no acompanhamento do desenvolvimento da plantação, na detecção de pragas, doenças e focos de incêndio e na demarcação de áreas para novos plantios, entre outras atividades.

Já bastante adotados em áreas como engenharia, segurança e produção audiovisual, tais equipamentos devem ter seu uso altamente difundido entre produtores rurais nos próximos anos. Por isso, estão entre as principais apostas do setor agrícola até 2020!

3. Monitoramento a distância

Complementando os tópicos anteriores, surge mais uma relevante inovação capaz de otimizar o desempenho de empresários rurais: o monitoramento a distância. Além dos drones, o mercado já conta com diversos sistemas que permitem ao agricultor monitorar sua plantação sem estar fisicamente nela, usando para isso um computador ou até seu próprio celular.

Uma boa prática disponível no país nesse sentido diz respeito a um sistema de telemetria voltado para o acompanhamento, em tempo real, das operações agrícolas no que diz respeito à pulverização. A ferramenta atua no gerenciamento da qualidade e do rendimento operacional da atividade e conta com máquinas que enviam informações para o servidor de forma automática. Por meio do sistema, os dados podem ser acessados pelo produtor em tempo real.

4. Compromisso com sustentabilidade

É simplesmente impossível falar em futuro sem abordar a questão da sustentabilidade. Centros de pesquisa do Brasil e do mundo estão investindo na busca por métodos produtivos cada vez mais sustentáveis, já que, com uma desordenada exploração de recursos naturais, a riqueza do patrimônio ambiental mundial tende a ser colocada em risco.

Sob essa perspectiva, podemos citar medidas que envolvem a otimização do uso de água, a adequada aplicação de insumos e cuidados voltados para a minimização de impactos ambientais. Como já abordamos neste post, a tecnologia é uma importante aliada de produtores rurais nesse sentido. Com ela, a sustentabilidade deve se fortalecer, assumindo novos traços até 2020.

Diversas ferramentas vêm sendo desenvolvidas em prol da sustentabilidade nas plantações. Uma delas é um sistema de controle automático bico a bico de pulverização, que ajuda a reduzir a sobreposição e as falhas na aplicação de defensivos agrícolas, minimizando os desperdícios. O sistema funciona a partir do acionamento automático do comando eletrônico do pulverizador, que dá início à atividade assim que o equipamento entra na área a ser tratada, paralisando o funcionamento quando sai do talhão ou passa  por onde já houve aplicação.

5. Crescimento do mercado de produtos rastreados

O fortalecimento da união entre a automação de processos e um bom sistema de rastreabilidade representa mais uma importante aposta para o mercado agrícola. Medidas que possibilitam o controle e o monitoramento do trabalho de unidades produtivas, processadoras ou distribuidoras de produtos agrícolas asseguram a boa procedência dos insumos e garantem qualidade ao produto final. Por isso, precisam entrar, de vez, no foco dos produtores rurais.

Já há, inclusive, algumas políticas governamentais e privadas nesse sentido, como é o caso do Programa de Monitoramento e Rastreabilidade de Alimentos (RAMA). Coordenado pela Associação Brasileira de Supermercados, em parceria com a Anvisa e com o Ministério da Agricultura, o RAMA atua desde 2013 no monitoramento e na rastreabilidade de frutas, legumes e verduras, controlando a quantidade e a qualidade de defensivos agrícolas usados desde a produção dos alimentos até o ponto de venda.

6. Fortalecimento da biotecnologia

Diante de uma população mundial que não para de crescer e do aumento progressivo da preocupação da sociedade com a qualidade dos produtos consumidos, é imprescindível criar alternativas para aumentar a produção de alimentos e de energia renovável, preservando os recursos naturais disponíveis. É exatamente aí que as inovações promovidas pela biotecnologia entram em cena.

Por mais que a aplicação da ciência na agricultura não seja nenhuma novidade, os profissionais da área têm, cada vez mais, descoberto novas técnicas — muito além da transgenia — capazes de otimizar o potencial produtivo do setor agrícola. A biotecnologia tem sido usada para fortalecer o conceito de sustentabilidade na agricultura, já que dela provém a criação de métodos para produção de plantas empregadas na geração de biocombustíveis.

7. Agricultura x medicina

No entanto, a biotecnologia não é a única ciência empregada no setor agrícola. Popularmente conhecido como “médico da terra”, o agrônomo é responsável direto pelo desenvolvimento, pela aplicação e gestão de produtos utilizados para o controle de pragas e doenças e para o desenvolvimento mais saudável das plantas. Essa analogia deve fazer ainda mais sentido até o fim da década, com a medicina entrando de vez nos campos de produção.

Algumas tecnologias usadas para o tratamento de doenças humanas já começam a ser aplicadas no setor agrícola e a aposta é que, até 2020, a relação entre medicina e agricultura se fortaleça ainda mais. Uma das inovações nesse sentido diz respeito ao processo de encapsulamento de defensivos agrícolas, que os tornam mais eficazes no controle e combate a pragas e doenças.

8. Agricultura de precisão

Se precisássemos resumir todos os tópicos abordados neste post em um único item, não restariam dúvidas quanto ao termo utilizado: agricultura de precisão. Esse conceito abrangente e multidisciplinar reúne um conjunto de técnicas voltadas para o gerenciamento agrícola que não muda apenas o jeito de produzir insumos na agricultura, mas também a maneira de se pensar sobre o assunto.

Hoje, principalmente no mercado agrícola brasileiro, as soluções de agricultura de precisão disponíveis estão voltadas para a pulverização, a colheita e a aplicação de fertilizantes e corretivos em taxas que variam de acordo com as características da cultura. Mas a metodologia vai muito além disso! Envolve procedimentos que levam em conta a variabilidade espacial das lavouras em todos os seus aspectos: produtividade, características do solo, infestações de pragas e doenças, entre outros.

Aliada à tecnologia cada vez mais inovadora do mercado agrícola, a tendência para os próximos anos é que a agricultura de precisão deixe de ser um método opcional, que apenas complementa técnicas já existentes, para se consolidar como uma nova forma de gestão. Lembre-se: a agricultura de precisão tem potencial para transformar a cultura da produção agrícola e atingir níveis de otimização dos processos nunca antes imaginados!

Se você também acredita que as técnicas mencionadas aqui serão capazes de promover transformações e inovações no mercado agrícola nos próximos anos, não deixe de compartilhar este conteúdo em suas redes sociais! E então, quais são suas apostas?

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