consumo de café

Descubra quais são os hábitos de consumo de café pelo mundo

A rotina não parece mudar tanto. As pessoas acordam, pegam suas xícaras, enchem de café e vão para o trabalho. Algumas compram o café na rua. Outras tomam o café que fica disponível nas máquinas dos próprios ambientes de trabalho.

Há quem diga que uma xícara de café é estimulante para colocar as ideias em prática, e há quem explique que, em pequena quantidade, é puro efeito placebo. De toda forma, o café pode ajudar a transportar quem se deixa levar pelo seu aroma, outros pelo seu lado social, outros pela nostalgia que provoca. A verdade é que, pelos quatro cantos do planeta, o café conquistou o seu lugar, sendo hoje a segunda bebida mais consumida do mundo, perdendo somente para a água.

Passando por diversas culturas, formas de cultivo e inúmeras variedades, o café chega muito próximo de atingir uma unanimidade na história da humanidade. Mesmo quem não o aprecia, o respeita. Neste post, buscamos entender um pouco do seu impacto e sua história. Acompanhe!

O mundo ama café

2.25 bilhões é o número de xícaras de café tomadas por dia no mundo. Pensado e consumido em todos os momentos, o café é hoje um dos principais produtos de exportação mundial, sendo majoritariamente produzido por países em desenvolvimento.

Embora o Brasil não seja o principal consumidor de café no mundo, seu consumo é alto. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o consumo médio do brasileiro está na casa de 839 xícaras por pessoa ao ano (dados de 2018). Tal consumo representou também um gasto médio anual ainda maior do que o brasileiro gasta com fármacos, num total de R$113 ao ano.

São tantas pessoas consumindo café que até vale a pena descobrir a trajetória dessa semente, não é? Então, continue lendo!

Hábitos dos amantes de café pelo mundo

O uso do café foi descoberto no ano de 575 d.C. por um monge do Iêmen que observava que suas cabras ficavam mais agitadas ao comerem os frutos do arbusto cafeeiro. Novecentos anos depois, em 1475, era aberta a primeira cafeteria, na Turquia, recebendo o nome de Kiva Han.

O hábito de consumir café era ligado à atividade artística e intelectual, uma vez que seus consumidores sentiam que adquiriam mais energia com seu consumo. Mal sabiam que as grandes quantidades de cafeína eram capazes de simular os efeitos da adenosina — um remédio utilizado para tratar taquicardia — no cérebro.

Ao longo dos anos, algumas culturas foram criando formas diferentes de consumir a iguaria. Na Espanha, a forma mais clássica de se tomar café é misturando-o com uma grande quantidade de leite condensado. Foi assim que criaram o chamado bombón.

Logo abaixo da Espanha, no Marrocos, o café picante trouxe toques de especiarias que dão um aroma e sabor diferentes ao café marroquino. Portugal também criou sua variação com o Mazagran: um espresso com suco de limão ou soda limonada muito comum.

As formas de produção também variaram. Há quem faça a colheita por máquina e quem prefira realizar a colheita à mão para ter certeza que somente os frutos mais maduros serão colhidos.

De forma geral, as plantações de café são feitas em terrenos montanhosos, de solo pouco compactado e clima fresco, numa temperatura média anual de 19,6°C.

A Colômbia, por exemplo, vinha mantendo o posto de terceiro lugar como referência na produção do café. No entanto, ela segue sofrendo com alterações climáticas que fazem com que suas temperaturas subam, desfavorecendo a produção. Ainda assim, é responsável pela produção de mais de 800 mil toneladas métricas de grãos de café ao ano, segundo dados da Organização Internacional do Café.

A Indonésia, por exemplo, embora pouco conhecida por sua produção de café, colhe mais de 660 mil toneladas de grãos por ano, de acordo com a mesma pesquisa. Tendo um clima e relevo adequados para a produção cafeeira, o país optou pelo método qualitativo de produção. São mais de 90% da sua área agrícola cuidada pelos pequenos produtores. Suas plantações cobrem atualmente mais de 1 milhão de hectares do território.

O país que hoje ocupa o segundo lugar em maior produção cafeeira no mundo é o Vietnã com 1.650.000 toneladas métricas. Depois do arroz, é sua maior exportação, que deu um salto de 6.000 toneladas no ano de 1975, para chegar até os valores atuais de quase 2 milhões.

As variedades cultivadas no mundo também criam sabores distintos. Alguns cafés são blends (a mistura de diversos sabores), outros são variedades como o Bourbon, Acaiá, Catuaí e Mundo Novo.

O café no Brasil e seu consumo

O maior produtor de café do mundo é de longe o Brasil, com mais de 2.592.000 toneladas sendo produzidas anualmente. Grande parte dessa produção é destinada à exportação. No entanto, o que fica e é consumido pelo brasileiro é também uma quantidade relevante e cria toda uma cultura em torno do café.

Os brasileiros devem agradecer sua introdução no Brasil a Francisco de Melo Palheta. Foi ele quem trouxe, em 1727, as primeiras sementes para o cultivo em Belém do Pará.

O cultivo, no entanto, não foi sempre perene e abundante. Naquele período, o café ainda tinha um valor comercial relativamente baixo e ficava restrito a um consumo praticamente doméstico.

Quando o café caiu no gosto dos cariocas, a indústria cafeeira decolou. Daí surgiram os grandes eixos de produção, começando pela Baixada Fluminense, indo até o Vale do Paraíba, chegando à mata mineira e também ao norte de São Paulo

O impacto da produção do café no Brasil

A exploração cafeeira gerou também polêmica. Com as derrubadas de matas, a queima de madeira, a extensa monocultura e o trabalho escravo, nem sempre a atividade era vista com bons olhos no final do século XIX.

As queimadas, realizadas de forma irresponsável, acabavam se espalhando por fazendas vizinhas. Foi assim que a floresta da Tijuca foi aos poucos substituída pelos cafezais, resultando no colapso do sistema de abastecimento de água potável. Isso porque os rios que abasteciam a capital, ao perderem cobertura vegetal, perderam também a proteção das suas nascentes.

No fim do período Imperial, a produção da região do Vale do Paraíba começou a assistir ao declínio da sua produção. Uma consequência do esgotamento dos solos e das terras atingidas pela erosão.

Além disso, os produtores viveram outro desafio: encontrar mão de obra para substituir o trabalho escravo, abolido em 1888. Com essa crise na região do Vale do Paraíba, a região do Oeste Paulista conquistou a posição de grande centro produtor e exportador de café do Brasil.

Com o crescimento da produção cafeeira e também da sua cotação internacional, mais produtores se interessaram. Houve uma superprodução que terminou por provocar a baixa dos preços em 1896, gerando a primeira grande crise.

Na época, o presidente Getúlio Vargas determinou a queima de estoques e erradicou os cafezais brasileiros. Somente a partir de 1952 passaram a ter supervisão de um instituto destinado ao assunto, passando depois o bastão para o Ministério da Agricultura.

Como falado, atualmente é do Brasil a primeira posição em produção de café mundial. Com quase 300 mil produtores em cerca de 2 mil municípios distribuídos do Acre a São Paulo, a cafeicultura brasileira é também hoje vista como um das mais exigentes do mundo no que diz respeito a questões ambientais e sociais. Tudo isso contribui para sua reputação e perpetuação.

Seu consumo também tem aumentado no país. O consumidor brasileiro vem descobrindo outras formas de tomar o cafezinho, experimentando, inclusive, opções frias ou de infusão do pó. Tudo isso ajuda a renovar uma cultura centenária que promete continuar “despertando” o interesse mundial.

Falamos sobre o café e agora queremos saber de você: qual é a sua relação com o consumo e a produção de café? Quantas xícaras de café por dia você consome? Você é ou tem contato com produtores de café? Conte pra gente nos comentários.

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