Eficiência de campo de máquinas agrícolas: veja como afeta a colheita!
eficiência de campo de máquinas agrícolas

Entenda como a eficiência de campo de máquinas agrícolas afeta a colheita

O século 18 foi o cenário de uma das maiores e mais importantes reviravoltas nos meios de produção no mundo: a Revolução Industrial. Esse evento impactou todos os setores da economia, inclusive o agronegócio. Hoje, para cada etapa da agricultura, existem máquinas capazes de otimizar os resultados. A eficiência de campo de máquinas agrícolas permitiu que a agricultura alcançasse volume de safras em níveis antes inimagináveis.

Neste artigo, vamos focar no impacto que as máquinas trazem à etapa da colheita. Entenda como o processo de colheita é afetado pelo desempenho das máquinas agrícolas e quais são as melhores práticas no gerenciamento desses equipamentos!

O impacto da eficiência de campo de máquinas agrícolas

A colheita mecanizada se refere ao uso de máquinas conhecidas como colhedoras ou colheitadeiras. Os modelos de equipamentos adotados dependem bastante do tipo de cultivo. Assim, lavouras de café e cana-de-açúcar, por exemplo, vão exigir diferentes máquinas, pois cada cultura apresenta características próprias.

Esse tipo de método traz muitas vantagens à operação, garantindo maior qualidade, agilidade e eficiência ao trabalho.

Maior agilidade à operação

Dentro do calendário agrícola, é necessário que o agricultor fique atento à janela de colheita. A época certa para colher os produtos é importante para entregar ao mercado itens com bom valor comercial e evitar desperdícios e prejuízos financeiros. Associado à atual escassez de mão de obra no campo, o fator tempo pode ser um grande desafio, especialmente em grandes lavouras.

A mecanização é capaz de dar ao produtor ferramentas suficientes para cumprir o calendário de modo ágil. Por exemplo, uma lavoura de café de 50 hectares que poderia levar dois meses em uma colheita manual, no modelo mecanizado pode ser feita em apenas duas semanas.

Otimização da mão de obra

A tecnologia otimiza a mão de obra nas diferentes etapas da produção. Dessa forma, a produtividade é elevada consideravelmente. Agora, o operador precisa ser mais treinado a fim de conhecer todas as funções dessas máquinas. Dessa forma, elas poderão ser utilizadas de forma adequada.

Redução de custos operacionais

Os custos da colheita são bastante mitigados porque reduz-se a necessidade de mão de obra e o tempo de operação e eleva-se a eficiência.

Esses resultados cobrem também os custos de aquisição do maquinário, apesar dos altos investimentos necessários para a compra desses equipamentos. No entanto, é um processo que pode ser planejado para a hora da renovação da frota, inclusive em planos de consórcio.

Maior qualidade dos produtos e menor desperdício

O produtor deve sempre se preocupar com a qualidade dos produtos colhidos, pois isso está diretamente relacionado ao rendimento ou lucro do negócio. O tipo de colheita pode impactar e muito nesse quesito.

A perda de qualidade na colheita é afetada por diferentes fatores, tais como:

  • pragas: são problemas que atingem a lavoura desde as sementes até a colheita. Não raro, insetos são levados da lavoura até o local de armazenagem. Por isso, o manejo de pragas é um processo que deve ser planejado até o fim do ciclo;
  • problemas no transporte: das colhedoras até os silos ou portos, as perdas são comuns, geralmente pela sobrecarga de caminhões ou armazenagem inadequada. Somente no transporte rodoviário, essa perda pode chegar a 10% da colheita, segundo o IBGE;
  • infestação de plantas daninhas: as invasoras dificultam a ação das colhedoras, exigindo a parada da máquina para a retirada da massa vegetal que se prende ao equipamento.

Assim, a mecanização adequada evita muitos desses problemas. A escolha correta de pulverizadores agrícolas, por exemplo, garantem maior eficiência no manejo de pragas, insetos e plantas daninhas, favorecendo maior qualidade operacional nas etapas posteriores do ciclo.

Exploração de áreas maiores

A eficiência de campo de máquinas agrícolas na colheita impacta também no tamanho do talhão trabalhado. Com operações mais ágeis, é possível colher com maior agilidade e qualidade lavouras muito maiores, o que se traduz em maior produtividade e vantagem competitiva ao negócio.

Essas vantagens da mecanização não foram alcançadas de um dia para outro. Fazem parte de uma evolução que se deu ao longo de muitas décadas, como veremos a seguir.

A evolução das máquinas

Desde a Revolução Industrial, as máquinas agrícolas evoluíram bastante. Na verdade, já estamos hoje na 4ª Revolução Industrial, ou Agricultura 4.0, marcada no agronegócio pela entrada da agricultura digital. Entenda esse progresso.

Tratores

O primeiro trator criado em 1858 funcionava a vapor. A sua função principal era arar o solo. Com o tempo, surgiram novas tecnologias e técnicas com o objetivo de conservar o solo e aplicar fertilizantes e defensivos. Hoje, já existem inclusive veículos autônomos, que são capazes de realizar sozinhos as operações na lavoura.

Semeadoras

A semeadora surgiu por volta de 1701 e se limitava em dosar e depositar as sementes ou mudas no talhão. Já podemos ver hoje no mercado semeadoras com trabalhos mais específicos, e que realizam sua função de forma mais precisa e em maior quantidade.

Pulverizadores

As primeiras operações de pulverização são tão antigas quanto o Império Romano. Mas os primeiros equipamentos são datados de 1868, usados para dosar a quantidade de defensivos e prover maior eficiência na aplicação. Hoje, existem diversos modelos, desde os costais até pulverizadores automotrizes. Inclusive, em 2019 a Jacto está comemorando 30 anos do lançamento do primeiro pulverizador automotriz Uniport.

Colheitadeiras ou Colhedoras

Elas surgiram em 1792 para colher cereais e grãos. Podem ser automotrizes, tracionadas e de arrasto. As colheitadeiras de cereais podem diferenciar os cerais por meio de mecanismos separadores, barras de cortes e condutores. Há também sistemas responsáveis pela limpeza, que facilitam a posterior comercialização.

A primeira colhedora de café do mundo foi fruto de pesquisas brasileiras. O equipamento foi lançado pela Jacto em 1979, e está completando 40 anos este ano. Essa inovação foi o principal fator que contribuiu para o Brasil estar entre os grandes produtores e exportador de café do mundo.

Cuidados para ter com as máquinas

A eficiência de campo de máquinas agrícolas não é um resultado automático. É necessário tomar os devidos cuidados com as colhedoras, o que inclui:

  • após o trabalho, limpe e lave as partes internas e externas, retirando folhas e galhos. Além disso, aplique óleo lubrificante ou produtos afins nas peças metálicas;
  • guarde a máquina em local seco, arejado, coberto e sobre cavaletes para evitar a deformação dos pneus;
  • realize as Revisões Obrigatórias Gratuitas;
  • dê partida semanalmente no motor diesel e acione o circuito hidráulico para evitar oxidações e incrustações;
  • não descuide das regulagens e manutenções, pois a falta da correta calibração aumenta as perdas.

A eficiência de campo de máquinas agrícolas traz resultados positivos e muito evidentes ao processo de colheita. São tecnologias que impactam também outras operações do ciclo, trazendo maior agilidade e qualidade, bem como menores custos e desperdícios. E a tendência é que elas se potencializem ainda mais.

Gostou do nosso conteúdo? Então, não deixe de assinar a nossa newsletter para ficar informado sobre as tendências e dicas para o agronegócio!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This