Existe um limite para a aplicação de defensivos agrícolas?

Existe um limite para a aplicação de defensivos agrícolas?

A aplicação de defensivos agrícolas tornou possível reduzir as perdas na lavoura e aumentar a produção do campo de modo surpreendente. Não é à toa que esses produtos são amplamente usados por produtores rurais em todo o mundo. No entanto, os benefícios dos defensivos só serão alcançados se a sua aplicação obedecer a algumas recomendações.

É sobre isso que falaremos no post de hoje. Saiba mais sobre quais são os limites e os fatores que influenciam a eficácia dos defensivos agrícolas!

O papel dos defensivos agrícolas

Os defensivos agrícolas são produtos utilizados para controlar a proliferação de organismos nocivos à plantação, à criação de animais e ao próprio homem. No meio ambiente, esse controle não é necessário, já que a natureza provê harmonicamente um ecossistema que equilibra a interação entre plantas, insetos, fungos e outros seres vivos.

No entanto, as formas de plantio desenvolvidas pelo homem ao longo dos séculos — geralmente reunindo uma só espécie em uma única área — acabam causando um desequilíbrio. Mas esse foi o caminho mais fácil para o produtor otimizar os resultados agrícolas, concentrando-se em uma única cultura e extraindo dela todo o seu potencial.

Nesse contexto, insetos, fungos, bactérias e outras pragas encontraram um cenário fértil para a sua alimentação e reprodução. Com esse processo produtivo, os defensivos se tornaram uma solução viável e eficaz para o controle de infestações e doenças ou mesmo para prevenir essas ocorrências.

Mas será que existem outras formas de controle de pragas sem o uso de defensivos agrícolas? Sim, existem no mercado, por exemplo, algumas alternativas biológicas. Esse tipo de controle tem sua origem a partir de substâncias retiradas de vegetais e de outros organismos, como bactérias, fungos ou até mesmo insetos. Ou seja, ao passo que o defensivo é produzido com substâncias sintéticas, os produtos biológicos são fabricados a partir de outros seres vivos.

Apesar de sua grande expansão, o controle biológico ainda está em desenvolvimento e impõe algumas limitações, como a questão da validade — que costuma ser muito limitada por se tratar de seres vivos, microrganismos, etc. Além disso, por serem produtos naturais, sua produção em larga escala é um grande desafio, que reduz sua viabilidade em grandes lavouras.

Assim, a recomendação é que o controle biológico seja usado como complemento à aplicação de defensivos. Isso é muito importante uma vez que o uso de substâncias sintéticas para o controle de pragas deve ser moderado, para garantir a segurança alimentar, como veremos a seguir.

A moderação no uso de fertilizantes

Sem dúvida, os defensivos agrícolas são fundamentais para o sistema de produção agrícola existente hoje. Caso sejam seguidas as normas e recomendações de aplicação, o uso será eficaz para controlar e combater pragas e garantir a safra. Essas regulamentações visam:

  • melhorar a eficiência do produtor;

  • proteger o trabalhador;

  • preservar o meio ambiente;

  • conquistar maior rentabilidade do negócio;

  • reduzir custos.

Qualquer forma de aplicação quando é homologada e autorizada pelo Ministério da Agricultura vem acompanhada da bula. Esse documento deve ser seguido pelo agrônomo, de modo que não é recomendado ultrapassar a dose indicada, mesmo quando a aplicação é preventiva ou tardia. O contrário também vale: aplicar pouco porque o estoque já se esgotou também compromete a eficiência do insumo.

As doses podem variar conforme a cultura e a praga em questão. Outros fatores também poderão influenciar na aplicação, como as condições climáticas relacionadas a ventos, temperatura e umidade. Esses elementos afetam as taxas de evaporação e a deriva.

A falta de moderação na aplicação de defensivos agrícolas poderia, por exemplo, intoxicar a planta, causando o que muitos chamam de fitotoxicidade, ou simplesmente fito. Trata-se da destruição ou queima das células da planta, o que reduz drasticamente a produtividade da lavoura.

Existem alguns sinais visíveis que revelam excessos na aplicação. Além do fito, é possível visualizar pontos de escorrimento e resquícios de produto no solo. Isso quer dizer que o volume para aquela área está perdendo por escorrimento e a retenção na pulverização da folha saturou. É um fator que pode ser avaliado individualmente, logo após a aplicação.

Assim, não existe um processo produtivo de larga escala que seja todo orgânico. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor de itens agrícolas do mundo, sendo o maior nas culturas do café, do milho e da soja. Para garantir essa produtividade, o uso de defensivos é indispensável. No entanto, requer alguns cuidados.

O controle na aplicação

Para garantir a eficiência na aplicação de defensivos agrícolas, é necessário respeitar certas recomendações e seguir boas práticas na produção:

Respeite os limites

Existem diversos limites a serem observados, e a maior parte deles está descrita na bula. São informações sobre:

  • volume máximo da dose;

  • questões relacionadas às condições climáticas;

  • velocidade do vento;

  • uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual);

  • período de pulverização para a cultura.

Especialmente os produtores brasileiros que vendem para outros países têm de ser bem criteriosos quanto à quantidade de resíduos nos produtos.

Treine sua equipe

Quando o assunto é mão de obra, em primeiro lugar, é importante contar com um agrônomo, que tem a formação necessária para acompanhar todas as operações na fazenda ou propriedade rural. Essa é uma orientação clara do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), órgão que regulamenta as atividades desse especialista.

O produtor também pode contar com programas de treinamento e capacitação de trabalhadores para atuarem como operadores e técnicos, que vão manusear as máquinas agrícolas.

Invista em tecnologia

Existem diversas tecnologias no mercado que podem otimizar a aplicação de defensivos agrícolas, trazendo maior eficiência ao processo e reduzindo perdas.

O SmartSelector, por exemplo, é uma ferramenta disponível em forma de aplicativo para dispositivos Android e iOS. Ele apresenta um portfólio de bicos e pontas de pulverização e informa qual é o indicado para cada tipo de aplicação, conforme as características da gota, do ângulo e da vazão — tudo isso relacionado ao volume desejado, à velocidade de aplicação do equipamento e às condições climáticas.

Além disso, disponibiliza-se também um serviço de autoatendimento. Se houver uma solicitação de ajuda (de compra), esse e-mail cai na caixa de entrada de um responsável, para que um profissional possa tirar as dúvidas ou encaminhar para os representantes de vendas mais próximos.

Sem dúvida, as tecnologias de precisão aumentam a eficácia na aplicação de defensivos agrícolas e garantem uma operação apropriada de acordo com a cultura, o solo e as condições climáticas, resultando em uma produção sem excessos de insumos.

Cuide da manutenção dos equipamentos

Não adiantaria toda a tecnologia e a aplicação de todas as recomendações se os equipamentos não estiverem em condições adequadas de uso. Os pulverizadores devem ser bem limpos. Se os equipamentos estiverem contaminados ou sujos, a eficiência dos produtos ficará comprometida. Isso é muito importante porque cada tipo de insumo exige da água um pH ideal. Um componente sujo poderia alterar essa condição e reduzir a ação do defensivo.

Assim, se forem seguidos essas orientações e os limites na aplicação de defensivos agrícolas, os resultados na produção serão evidentes, e o produtor rural garantirá a safra e os consequentes resultados positivos do negócio.

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