fenômenos meteorológicos

6 fenômenos meteorológicos e seus efeitos na produção agrícola

As mudanças climáticas estão provocando fenômenos meteorológicos cada vez mais fortes, recorrentes e que desafiam diversas áreas. O Brasil tem sido diretamente impactado por eles, como mostram dados da capital do estado de São Paulo. Até fevereiro, a cidade já tinha recebido a quantidade de chuva que estava prevista para quase todo o ano — mais precisamente, 99,4% dela.

Ainda que todos os setores sejam impactados por essas transformações, em termos de acesso às matérias-primas necessárias na hora de impulsionar as indústrias, por exemplo, o agrícola tende a sentir seus efeitos com maior abrangência. Neste artigo, vamos falar sobre alguns deles.

Portanto, se você deseja se aprofundar no assunto e aprender a minimizar os maus efeitos, continue lendo o conteúdo!

1. Chuvas

Mesmo que esse seja um dos fenômenos meteorológicos mais possíveis de prever, por meio do uso da tecnologia e de informações em tempo real, estatísticas como as apontadas acima mostram que as chuvas se tornam gradualmente imprevisíveis. Elas são divididas em três tipos:

  • orográficas;
  • convectivas;
  • frontais.

Enquanto a primeira é comum em regiões montanhosas, pelo bloqueio das massas de ar úmido por parte do relevo, a segunda acontece em todo lugar. Ela é advinda do calor, tem curta duração e é forte. Finalmente, a última ocorre em função do encontro entre massas de ar frio e quente.

Essas explicações mostram o quão simples esse fenômeno é. Contudo, uma vez que as mudanças climáticas têm afetado suas frequências e forças, algumas regiões agrícolas apresentam prejuízos. Enquanto o trigo, por exemplo, sofre com o excesso de água, o complexo hortifrutigranjeiro é impactado com a falta.

Por isso, é preciso, além de investir na redução dos impactos, adaptar as culturas às condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento. Em épocas incertas, a tecnologia tende a ser a melhor aliada.

2. El Niño

Esse famoso evento é comumente visto nas proximidades do Oceano Pacífico. Ele ocorre de maneira esporádica — em um intervalo de 2 a 7 anos. Nele, as temperaturas sobem de forma anormal, o que gera uma maior evaporação de água e, consequentemente, chuvas mais densas.

Com os efeitos de uma frequência e uma temperatura diferente, muitas plantações sofrem consequências — em especial as que são sensíveis às mudanças climáticas, como o grão-de-bico, a ervilha e o pimentão.

Contudo, no centro-sul da América do Sul eles podem ser positivos, culminando em chuvas distribuídas corretamente e mais abundantes. É recomendado que os profissionais identifiquem e aproveitem essas oportunidades ou, em casos negativos, busquem minimizar seus impactos.

Para isso, uma boa sugestão é o acompanhamento das informações passadas por meteorologistas de alto padrão. Eles são responsáveis pela identificação e anúncio de eventos desse tipo. Assim, os produtores se tornam capazes de executar medidas preventivas e de delimitar um calendário agrícola adequado.

3. La Niña

Sendo muito confundidos com o El Niño, esses fenômenos meteorológicos também advêm do Oceano Pacífico. Contudo, sua principal diferença é o resfriamento das águas — em vez do aquecimento. Isso resulta no aumento do acúmulo das chuvas e em longos períodos encobertos. Por sua vez, as plantas sofrem com a falta de luz.

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Esse evento ocorre de uma forma mais esporádica do que o anterior. Ainda assim, planejar as atitudes a serem tomadas pode fazer a diferença na mitigação de vários desafios na produção agrícola.

Assim como é apontado no El Niño, é interessante que os produtores se mantenham atentos aos dados divulgados pela agrometeorologia. Eles serão de grande valia na tomada das devidas precauções.

4. Efeito estufa

Apesar de ser um dos mais importantes, esse fenômeno é bastante negligenciado. Ele é gerado pela alta queima de combustíveis fósseis, que resulta em uma concentração elevada de dióxido de carbono e, finalmente, aquece a Terra.

Os resultados incluem, entre muitos outros obstáculos, o derretimento das calotas polares, mudanças climáticas e queimadas. Nesse sentido, as perdas nas produções são preocupantes. É essencial que haja o investimento em responsabilidade socioambiental, bem como a busca por fontes mais limpas de energia.

Também é importante ter em mente que, ainda que existam plantas que resistam melhor à estiagem e à seca, o aumento constante das temperaturas pode afetar, até mesmo, essas espécies.

5. Ciclones

Esses perigosos eventos tomam forma quando o aumento das massas quentes de ar atmosférico sobem, enquanto as de ar frio descem. Como consequência, têm-se tempestades agressivas e ventos fortes. Eles tendem a chegar a 200 km/h e seus formatos são circulares.

Em termos de alcance, os ciclones podem ir das nuvens ao solo, devastando os locais por onde passam. Nesse caso, é difícil que as produções agrícolas não sofram impactos. Então, é interessante evitar áreas de alta ocorrência desses fenômenos meteorológicos, além de buscar por sua antecipação.

6. Zoneamento climático

Esse evento não é, necessariamente, um fenômeno meteorológico. Contudo, é interessante trazê-lo à tona, visto que é uma excelente ferramenta de análise de perfil agrícola. Ao realizá-lo, os especialistas garantem as melhores plantações de acordo com a região e as previsões climáticas.

Para isso, são analisadas as médias de chuva, a qualidade do solo, a temperatura e os fenômenos capazes de atingir a região. Em outras palavras, o Zoneamento Climático é fundamental aos que buscam minimizar os desafios na produção.

A fim de ter sucesso na área — mesmo em meio às adversidades — é essencial manter-se atualizado sobre como minimizar os efeitos dos eventos descritos. Além das dicas apresentadas, também é importante contar com a tecnologia do campo.

Ao ser aplicada corretamente, ela permite que os profissionais prevejam determinadas adversidades e, antes de sofrer suas consequências, as mitiguem. Dessa forma, podem colher os melhores frutos de seus esforços e garantir a qualidade de suas plantações.

Os fenômenos meteorológicos acompanham a história desde seus primórdios. Conhecer as condições do solo, de temperatura, dos alimentos e as características das estações do ano é imprescindível para a qualidade do resultado da colheita. Contudo, com eventos cada vez mais inesperados, é a aposta em inovação que será o diferencial de culturas saudáveis e produtivas.

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