adubo orgânico

Conheça 4 tipos de adubo orgânico e saiba quais cuidados tomar!

Muito bem-conceituado na agricultura, o adubo orgânico pode ter origem animal, como gado, frango e suínos, ou vegetal, a partir de plantas e restos culturais. Como explica Daniel Petreli, especialista em Tecnologias de Aplicação da Jacto, “quando se fala em adubo orgânico, sempre é algo que vem de uma decomposição de algum material”.

Existem diferentes tipos de adubo, com aplicações variadas conforme o material utilizado na produção. Neste artigo, você vai entender melhor quais são os principais tipos de adubo orgânico e quais cuidados precisam ser tomados ao utilizar esses produtos. Continue a leitura e saiba mais!

Quais são os tipos de adubos orgânicos disponíveis?

São diversas as maneiras de encontrar adubo orgânico. A seguir, vamos considerar alguns dos tipos mais usuais.

1. Compostagem e húmus de minhocas

A compostagem é um método que usa a decomposição de restos orgânicos, como folhas secas e alimentos, para produzir um adubo natural. É uma ótima forma de reciclar resíduos que seriam descartados, aproveitando seus nutrientes para auxiliar no bom desenvolvimento das plantas.

O composto utilizado pode ter origem vegetal ou animal. Antes de ser usado na adubação, porém, precisa passar pelo processo de decomposição. Isso é necessário para que os nutrientes presentes nos materiais se tornem disponíveis para absorção sem acarretar interferências na microbiota do solo.

Para o processo, são utilizadas caixas de compostagem sobrepostas, ou composteiras, da seguinte forma:

  • o fundo da primeira caixa é forrado com folhas, e o material orgânico é depositado acima das folhas;
  • em uma segunda caixa, embaixo, são depositados húmus e minhocas. Eles ajudam na decomposição;
  • na terceira e última caixa da pilha, fica armazenado o fertilizante líquido produzido pelo processo (chorume).

A compostagem é um excelente adubo para as plantas. No geral, é utilizada em hortas. Os produtores preferem colocar a compostagem na terra para depois plantar as mudas. Já outros colocam sobre o solo. Ambos os métodos dão bons resultados.

Esse processo demora de dois a três meses. Por isso, é importante que, durante esse tempo, haja uma correta manutenção da composteira, para garantir a saúde das minhocas e o funcionamento adequado das caixas digestórias. Uma dessas ações importantes é a aeração.

A aeração adequada garante a presença de oxigênio na composteira, facilitando a decomposição dos materiais e evitando a produção de odores que poderiam atrair moscas e outros insetos.

A primeira aeração ocorre cerca de 15 dias após o início da compostagem, quando o material estiver quente. Para isso, é preciso revirar o material orgânico. Após isso, esse procedimento precisa ser refeito semanalmente.

2. Estercos de animais herbívoros

O esterco ou estrume é proveniente de diversos animais, como aves, bovinos e suínos, e é o adubo orgânico mais tradicional. Ele é muito utilizado em hortas e em plantações em geral, pois tem um alto potencial como fertilizante, especialmente quando misturado a outros tipos de adubos orgânicos.

Antes de ser utilizado, esse tipo de adubo precisa passar por uma compostagem prévia, uma vez que há o risco de contaminação por microrganismos nocivos presentes nas fezes. Esses dejetos são juntados a materiais no chão e, então, revirados a cada três dias, evitando que fiquem muito úmidos. Leva cerca de um mês para que o adubo fique pronto para a aplicação.

3. Grama

A grama cortada é um ótimo material para servir como cobertura morta em um jardim ou uma horta. Ele pode fornecer importantes nutrientes às plantas, como nitrogênio, além de formar uma proteção que preserva a umidade do solo e reduz a ação de fungos, o crescimento de plantas daninhas e a proliferação de insetos.

Sua aplicação é muito simples: basta pegar a grama recém-cortada e espalhar pela plantação. Outra vantagem é o baixo custo, especialmente no curto prazo. Por ser leve, é apropriada para praticamente todos os tipos de plantas. Deve-se ter o cuidado, no entanto, de utilizá-la somente quando estiver bem seca, uma vez que pode mofar a parte inferior e contaminar o solo.

4. Lodo de esgoto

Petreli lembra que “o lodo de esgoto é estudado como adubo orgânico”. Embora o esgoto em si não traga nenhum benefício para as plantas, o lodo resultante do processo de tratamento, sim. Temos aí um material orgânico e de baixo custo, além de ser rico em carbono e nitrogênio, altamente benéficos para o solo.

Então, a utilização do lodo do esgoto na agricultura garante bons resultados tanto em termos de sustentabilidade quanto na nutrição das plantas. Por outro lado, é preciso ter atenção aos riscos de contaminação por nitrato, produtos orgânicos que são tóxicos e metais pesados.

O Ministério do Meio Ambiente criou regras por meio da Resolução 375 para que a prática fosse normatizada e garantisse segurança em todo o processo. Assim, quando o resíduo é tratado e inativado biologicamente, ele pode ser utilizado no solo.

Como saber qual é o melhor adubo orgânico para a minha lavoura?

O especialista explica que “normalmente, fertilizantes orgânicos cadastrados têm um laudo de condições mínimas de nutrientes que possuem. Aí utilizamos a dose de acordo com a necessidade de cada cultura”. Assim, é preciso analisar a garantia que a empresa oferece sobre as condições nutricionais informadas.

Petreli ressalta que “as empresas devem ser idôneas, com boa análise do material, boa condição e rastreabilidade dos materiais. Elas devem fornecer uma lista das condições mínimas que os materiais oferecem de nutrientes”.

Outro ponto destacado pelo especialista é que, se a produção do adubo orgânico for caseira, “é importante estar atento porque os materiais sofrem processos de fermentação, decomposição e, depois, mineralização. Então, existe um processo que deve ser respeitado para não haver contaminação ou efeito tóxico. Ele deve passar pelo processo de decomposição e mineralização para ser de boa qualidade”.

Petreli acrescenta que, às vezes, leva muitos meses para um material sofrer fermentação. A temperatura vai ser alterada, então é necessário cuidar para que haja um ambiente ideal, que permita a decomposição. Pode ser necessário umedecer o material, separar a parte decomposta com outra e misturar vários materiais para formar o composto que será utilizado depois.

Apesar de ser possível produzir o adubo orgânico na propriedade rural, é importante buscar alternativas de fertilizantes no mercado para garantir maior qualidade na sua produção.

Os adubos orgânicos são ótimas alternativas para suprir a necessidade nutricional das plantas. Associados a outros fertilizantes e adotando tecnologias de aplicação, esses produtos podem ampliar significativamente a produtividade da propriedade.

Conhece outros tipos de adubos orgânicos vantajosos para o produtor rural? Compartilhe nos comentários!

Entrevistado: Daniel Petreli, especialista de Tecnologias de Aplicação da Jacto.

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