tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas: 5 melhores práticas

A tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas vem crescendo a cada ano. Essa evolução acompanha o passo do desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Segundo um estudo divulgado pelo IPEA, de 1975 a 2016, o setor cresceu a uma taxa anual média de 3,08%. E de acordo com o IBGE, em 2017, a safra recorde produziu R$ 319,6 bilhões aqui no país.

Boa parte desse sucesso se deve às tecnologias de aplicação, que elevam o padrão de qualidade da operação e dão maior segurança a todos os envolvidos no processo.

Neste artigo, você vai conferir as 5 melhores práticas para o manuseio das máquinas e a aplicação dos defensivos. Entenda mais sobre a importância em escolher um pulverizador agrícola correto e o que levar em consideração ao planejar a operação de pulverização!

As tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas

O objetivo da tecnologia de aplicação é aumentar a qualidade da operação e trabalhar o processo de modo a melhorar a segurança do agricultor e de quem está em volta. Além disso, busca-se garantir que o produtor consiga atingir o alvo da forma mais eficiente possível, e com o melhor custo-benefício.

Existem muitas tendências tecnológicas no setor que já têm dado resultados fantásticos, auxiliando o produtor não só na lavoura, mas também em suas decisões estratégicas. Vamos elencar aqui algumas dessas tecnologias.

Telemetria

A telemetria é uma técnica que usa diferentes tecnologias para coletar e compartilhar remotamente dados sobre equipamentos e máquinas agrícolas. Para isso, você terá um conjunto de dispositivos conectados, como sensores de temperatura, umidade relativa e pressão de óleo, além do GPS.

Esse registro informa o que foi feito, quando e onde foi realizada a operação . Ele gera um diagnóstico do equipamento e levanta informações importantes para o agricultor realizar a gestão da operação e tomar decisões sobre futuras operações. Tudo fica claro com relatórios diários das operações de toda a frota de pulverizadores na tela do computador, ou até mesmo no smartphone ou tablet. 

Eletrovortex

O Eletrovortex é uma tecnologia que combina técnicas de assistência de ar e carregamento eletroestático de gotas para aprimorar a pulverização. Ele permite que o defensivo alcance mesmo as partes mais baixas da cultura.

Isso ocorre porque, quando as gotas passam pelo eletrodo, elas adquirem carga negativa. Já que as plantas apresentam uma carga neutra, as gotas com carga negativa tendem a ser atraídas pelas cargas neutras da cultura. Dessa forma, a deposição de produtos na superfície foliar é aprimorada.

A pulverização se torna mais eficiente e precisa, pois melhora a distribuição dos produtos fitossanitários principalmente quando feita a pulverização com alto índice de área foliar. A tecnologia também colabora para a redução de deriva em até 35% com o uso da tecnologia EletroVortex.

PWM

PWM (Pulse Width Modulation) é uma tecnologia utilizada em válvulas eletrônicas que, basicamente, controla a abertura das mesmas de forma muito rápida e são medidas em Hertz (por exemplo, 30 hertz significa que a válvula vai abrir e fechar 30 vezes por segundos) de modo que não há falhas na pulverização e com a principal função de aumentar a precisão de controle da vazão dos bicos preservando as características de tamanho de gotas pelos bicos, mesmo com o pulverizador variando a velocidade de deslocamento.

O resultado é maior rendimento operacional. Além disso, o sistema permite reduzir a variabilidade das gotas, mantendo maior uniformidade ao longo da aplicação.

Veículo agrícola autônomo (VAA)

Um veículo autônomo é uma máquina capaz de realizar sozinha a operação de pulverização. Parece uma tecnologia futurista, mas já existem protótipos que funcionam de modo totalmente automatizado, guiados por sensores, GPS e câmeras, realizando todo o processo com eficiência e segurança.

O VAA ainda não é comercializado, mas é uma das principais tendências no campo da tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas.

As 5 melhores práticas

Aliadas a essas inovações, vêm as boas práticas que visam garantir os melhores resultados possíveis na aplicação de defensivos. É disso que falaremos agora!

1. Tenha processos bem definidos

O primeiro ponto que queremos ressaltar é a necessidade de retomar as boas práticas no campo. Infelizmente, muitos agricultores fazem as aplicações sem nenhum tipo de processo definido para formular o produto.

Os problemas decorrentes da aplicação de defensivos agrícolas são resultados da falta do devido planejamento e de orientação profissional e por não se seguirem as melhores práticas recomendadas. Assim, o vilão não é o produto que combate a praga ou a doença, mas sim a forma inadequada usada na aplicação.

As práticas que veremos a seguir mostrarão como esse processo deve ser definido a fim de garantir a segurança e a eficácia da operação.

2. Capacite a sua mão de obra

Existe muita legislação por trás da aplicação de defensivos. Afinal, é um tema sensível. Por isso, é necessário que os agricultores sejam cada vez mais profissionais e busquem pessoas habilitadas para o manejo dessa pulverização.

É preciso muito conhecimento para realizar esse serviço. Portanto, o profissional deve entender o que está fazendo para que a pulverização seja feita com segurança e respeitando o processo que já está descrito. Afinal a tecnologia de aplicação não envolve apenas a máquina.

3. Escolha a máquina mais adequada

Não existe uma máquina certa, mas sim a mais adequada ao tipo de cultivo com o qual o agricultor trabalha. Por exemplo, culturas arbustivas precisam de máquinas assistidas a ar, porque é um equipamento com características que atendem ao formato desse tipo e porte de planta. Além da cultura, é necessário avaliar o tamanho da área, a janela de aplicação e o rendimento desejado.

4. Calibre a pulverização

A calibração da pulverização é muito importante para a segurança da aplicação. E isso não é algo tão complexo ou inacessível. Mesmo o pequeno agricultor tem a opção de ter bicos que reduzem a quantidade de produto para o tipo de aplicação que ele precisa.

Para uma regulagem adequada, é necessário levar em consideração diversos aspectos que podem interferir na qualidade da pulverização.

Bicos de pulverização

Os bicos ou pontas de pulverização definem:

  • a vazão;
  • o espectro das gotas;
  • o potencial de deriva;
  • a distribuição da aplicação.

Por aí, já dá para ver que o bico é um dos elementos essenciais da regulagem. Existem modelos certos para aplicações específicas. É necessário verificar isso com o fabricante ao adquiri-los.

Tamanhos de gotas

A gota ideal vai depender do objetivo da aplicação. O tamanho das gotas irá variar dependendo do tipo de produto quanto ao modo de ação e as condições climáticas. Por exemplo, use:

  • gotas mais finas, se deseja um volume menor com boa cobertura (maior distribuição das gotas e melhor penetração quando se tem alto índice de área foliar);
  • gotas maiores para um volume maior de produtos mantendo a cobertura;
  • gotas maiores para aplicações em condições de risco de deriva e quando se trabalha com aplicação de produtos fitossanitários com característica do modo de ação no caso sistêmico.

Vale lembrar que quanto menor a gota, maior a chance de ser perdida por evaporação e deriva. Para evitar isso, é importante estar atendo às condições climáticas no momento da pulverização. 

As gotas podem ser classificadas conforme o tamanho, e os bicos são separados por cores para facilitar a identificação:

  • extremamente fina (SF), lilás;
  • muito fina (MF), vermelho;
  • fina (F), laranja;
  • média (M), amarelo;
  • grossa (G), azul;
  • muito grossa (MG), verde;
  • extremamente grossa (EG), branco;
  • ultragrossa (UG), preto.

O tamanho da gota indicado pode vir descrito na bula do produto para garantir maior eficiência.

Volume de pulverização

Não existe um volume de calda ideal, pois isso depende de fatores como o alvo, formato da planta, tipo de produto ou de ponta utilizada.

Normalmente, para se obter o volume ideal em cada um, é necessário realizar a calibração da pulverização com uso de técnicas e ferramentas para checar se a pulverização está atingindo o local que deve ser depositado o produto. Isso se faz para que não seja um volume muito pequeno a ponto de não atingir o local necessário ou nem tão alto no que poderá causar escorrimento . Ambos poderiam causar ineficiência e desperdício de recursos, não obtendo o controle ideal da praga doença ou planta daninha.

Fatores climáticos

Existem condições climáticas adversas que podem prejudicar os resultados da pulverização. Um cenário ideal seria:

  • velocidade do vento entre 3 km e 10 km;
  • temperatura abaixo de 30º;
  • umidade relativa do ar de no mínimo 55%.

5. Use EPIs

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) são itens obrigatórios na aplicação de defensivos agrícolas. Incluem luvas, botas, avental e vestimenta. Eles evitam que o trabalhador sofra com intoxicação ao manusear os produtos.

Lembre-se de que talvez os sintomas não surjam imediatamente, mas o contato direto com defensivos ao longo dos anos sem a devida proteção pode causar danos irreversíveis à saúde.

A Jacto promove desenvolvimento de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas e soluções para que essa operação seja feita da melhor e mais segura forma. Retomando as boas práticas e ficando de olho nas tendências tecnológicas, o processo de pulverização na sua fazenda trará resultados evidentes.

Quer saber mais sobre tecnologias de aplicação? Então, entre em contato conosco e fale com um de nossos especialistas!

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